sexta-feira, 31 de julho de 2026
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ELO COM FACÇÃO

Influenciadora Katani Bocardi é presa ao desembarcar de viagem da França

Esposa de "Gordão" foi detida no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, durante desdobramento da Operação Replay, que investiga lavagem de dinheiro de facção criminosa

A influenciadora Katani Bocardi foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de um voo vindo de Paris, na França. A prisão é um desdobramento da Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa que atua em Mato Grosso.

Um vídeo gravado pela equipe responsável pela ação mostra o momento em que Katani acompanha os policiais civis após deixar a aeronave.

Segundo informações preliminares, ela foi monitorada por equipes da Polícia Federal durante a conexão em um aeroporto de São Paulo. Já no desembarque em Várzea Grande, policiais civis cumpriram o mandado de prisão preventiva.

Nas redes sociais, Katani exibe uma rotina marcada por viagens internacionais e um estilo de vida de alto padrão.

O marido dela, Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, também foi preso no âmbito da Operação Replay. Conforme as investigações, ele integra o grupo investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Operação Replay foi deflagrada na quinta-feira (30) e apura um esquema de movimentação e ocultação de recursos ilícitos ligado ao apontado tesoureiro da principal facção criminosa de Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T.”.

Entre os presos também estão o próprio W.T., que já estava no sistema prisional e recebeu um novo mandado de prisão preventiva, a advogada Dayana Karol Moreira, o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva e o jogador de futebol amador Alex Júnior.

Ao todo, a operação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas judiciais contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros, empresas e pessoas interpostas para ocultar patrimônio e movimentar recursos provenientes das atividades da organização criminosa. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens que, juntos, ultrapassam R$ 32 milhões, sendo cerca de R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e aproximadamente R$ 17,2 milhões em imóveis e veículos.

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