Um caminhoneiro foi resgatado pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (16), após ser mantido em cárcere por uma quadrilha em Várzea Grande. A operação terminou com cinco suspeitos presos, dois mortos em confronto com os policiais e a recuperação do caminhão da vítima.
Segundo a comandante do Comando Regional II, tenente-coronel Valéria Fleck, o caminhoneiro foi rendido pelos criminosos, passou a noite em uma residência e, na manhã seguinte, foi levado para um cativeiro em uma região de mata.
Durante o período em que permaneceu sob poder da quadrilha, a vítima foi obrigada a realizar transferências bancárias via Pix, teve a conta e o cartão de crédito utilizados pelos criminosos e ainda teve familiares procurados para o pagamento de resgate.
As buscas levaram os policiais até dois suspeitos que estavam em um veículo em Várzea Grande. A partir dessa abordagem, os militares localizaram uma casa utilizada como base da organização criminosa.
No imóvel, foram apreendidos um facão, uma farda camuflada, rádios comunicadores, enforca-gatos e as roupas do caminhoneiro.
Confronto
Ainda conforme a Polícia Militar, durante a abordagem à residência, dois suspeitos reagiram e trocaram tiros com as equipes. Eles foram baleados, socorridos, mas morreram em seguida. Com a dupla, os policiais apreenderam duas armas de fogo.
Na sequência, os militares localizaram o cativeiro e conseguiram resgatar o caminhoneiro, que estava debilitado devido ao tempo em que permaneceu em poder dos criminosos.
Outros três suspeitos foram presos em uma residência no bairro Capão Grande, também em Várzea Grande. Ao todo, a operação terminou com cinco presos e dois mortos.
De acordo com a PM, um dos suspeitos mortos utilizava tornozeleira eletrônica e havia sido preso recentemente por suspeita de roubar um motorista de aplicativo.
O caminhão da vítima foi recuperado quando os criminosos tentavam levá-lo para Cáceres, onde, segundo a polícia, seria negociado.
As investigações apontam que pelo menos oito pessoas participaram da ação criminosa, indicando que outros integrantes da quadrilha ainda podem estar foragidos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
