O investigador da Polícia Civil suspeito de atirar contra o delegado Bruno França Ferreira, na noite desta quarta-feira (13), em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), afirmou em boletim de ocorrência que agiu em legítima defesa. Segundo o depoimento registrado pela Polícia Militar, o agente relatou que o delegado foi até sua residência, na Rua Pica-Pau, com a intenção de matá-lo, o que deu início à troca de tiros.
A equipe do Raio da PM chegou ao local logo após ouvir os disparos e encontrou o investigador visivelmente nervoso. Após negociação, ele se rendeu e entregou uma pistola Glock 9mm e uma espingarda calibre 12. No local, os militares apreenderam um arsenal que incluía carregadores prolongados, miras “red dot” e diversas munições.
Em nota, a Polícia Civil confirmou que a Corregedoria-Geral já está no município para tomar os depoimentos e apurar as circunstâncias do crime. “Os envolvidos prestam esclarecimentos formais neste momento à equipe da Corregedoria-Geral que apura as circunstâncias do caso, visando adotar as providências cabíveis”, informou a instituição.
Baleado, o delegado Bruno França conseguiu dirigir até uma unidade de saúde e, posteriormente, foi transferido para um hospital particular. O caso ocorre menos de 24 horas após França ter sido condenado pela Justiça por abuso de autoridade em Cuiabá.
