sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
InícioCidadesPolícia apura denúncia de que hospital interditado em Cuiabá realiza cirurgias plásticas
AÇÃO CONJUNTA

Polícia apura denúncia de que hospital interditado em Cuiabá realiza cirurgias plásticas

No local,policiais e fiscais encontraram um documento que demonstra que ocorreu uma cirurgia nesta semana

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) apura a denúncia de que um hospital, na região central de Cuiabá está realizando cirurgias plásticas mesmo sob interdição.

No sábado (25), uma fiscalização foi realizada por equipes da Decon em conjunto com
o Corpo de Bombeiros, fiscais da Vigilância Sanitária Municipal e do Conselho Regional de Medicina.

O hospital foi interditado pela Vigilância Sanitária em setembro, e pertence à mãe do proprietário de uma empresa de cirurgias plásticas populares aqui da Capital.

Segundo apurado até o momento, ele seria o verdadeiro dono do estabelecimento interditado.

A Decon não informou o nome da unidade. Segundo o site Folhamax, trata-se do Enter Hospital.

Documentos de cirurgias 

A denúncia aponta que no hospital são realizadas cirurgias plásticas dessa empresa que comercializa os procedimentos com o pagamento facilitado para os pacientes.

No local, os policiais e fiscais encontraram uma equipe de limpeza e uma enfermeira.

A profissional negou que o hospital estivesse funcionando e disse que estava apenas acompanhando os funcionários da empresa terceirizada.

Contudo, os fiscais da Vigilância Sanitária de Cuiabá encontraram documentos que indicam que, no decorrer desta semana, uma empresa terceirizada realizou serviços de esterilização para o hospital.

Também foi encontrado um documento de descrição cirúrgica, rasgado e descartado no lixo, com data de 22 de novembro.

O documento demonstrava que foi realizado um procedimento médico na sala cirúrgica do hospital para a retirada de um balão intragástrico de 650ml do estômago de um paciente.

Descumprimentos reiterados

Desde o dia 26 de setembro o hospital está interditado e não pode atender pacientes.

Contudo, os responsáveis legais vêm descumprido reiteradamente as exigências da Vigilância Sanitária Municipal e as interdições do órgão municipal.

Com a ação realizada neste final de semana, já são três ordens de suspensão de atividade neste ano.

O Corpo de Bombeiros constatou que o responsável pelo hospital havia pedido um alvará simplificado, utilizado para prédios de até 750m² e dispensa a fiscalização in loco dos bombeiros.

Porém, a unidade possui mais de 1.500m² de área construída e, por isso, o alvará anterior não é adequado. O proprietário deve dar entrada em um novo processo de regularização do local sob pena de ser multado.

Após a realização da operação conjunta, o local foi novamente interditado e, desta vez, foram colocados avisos da interdição e uma fita zebrada na porta de entrada da unidade.

Mais lidas nesta categoria
- Publicidade -spot_img

Siga-nos nas redes sociais

31FãsCurtida
18,052SeguidoresSeguir
3,191SeguidoresSeguir
597InscritosInscreva-se