sábado, 13 de julho de 2024
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NOVE MORTOS

Primeiro réu julgado por chacina em Colniza é condenado a 200 anos de prisão

Crime ocorreu no Distrito de Taquaruçu do Norte, em 2017 e teve repercussão internacional

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO 

A Justiça de Mato Grosso condenou Ronaldo Dalmoneck, vulgo “Sula”, a 200 anos de prisão pela chacina de nove pessoas no Distrito de Taquaruçu do Norte, no Município de Colniza (1.114 km de Cuiabá), em 2017. O caso teve repercussão internacional.

O Tribunal do Júri ocorreu nesta quarta-feira (31). A sessão foi presidida pelo juiz Luiz Antonio Muniz Rocha.

“Sula” foi o primeiro acusado a ser julgado pelo crime. Ao todo, oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio  triplamente qualificado.

Durante o julgamento, os jurados acolheram as teses defendidas pelo MPE de que os homicídios foram cometidos por motivo torpe, meio cruel e com a utilização de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

A chacina ocorreu em abril de 2017, quando um grupo encapuzado invadiu a área e cometeu os assassinatos.

Morreram Aldo Aparecido Carlini, Edson Alves Antunes, Ezequias Santos de Oliveira, Fábio Rodrigues dos Santos, Francisco Chaves da Silva, Izaul Brito dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Sebastião Ferreira de Souza e Valmir Rangel do Nascimento.

Denunciados

Na primeira denúncia, além de “Sula” também foram denunciados por homicídio Valdelir João de Souza, Pedro Ramos Nogueira, Paulo Neves Nogueira, e Moisés Ferreira de Souza (conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”).

Em julho de 2021, a Promotoria de Justiça de Colniza denunciou mais três pessoas: o advogado e empresário Marco Túlio dos Santos Duarte, o agricultor Alcides Aberlardo Siebe e Cleisson Palharim.

Segundo o MPMT, os três agiram “cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, por grupo de extermínio e sob pretexto de prestação de segurança privada”, matando nove pessoas por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa das vítimas. A Justiça não recebeu a denúncia do MPMT em relação ao agricultor Alcides Aberlardo Siebe.

A segunda denúncia, conforme o MPMT, foi resultado de uma nova linha de investigação que apontou outros motivos para a execução do crime e a participação de mais pessoas, sendo dois mandantes e mais um executor.

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