sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
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ATROPELAMENTO NA VALLEY

Decisão libera bióloga a dirigir e mãe de cantor desabafa: “Próxima vítima pode ser vocês”

A decisão foi determinada pelo juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, nesta terça-feira (25)

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO 

A empresária Regina Viveiros, mãe do cantor Ramon Viveiros, que morreu atropelado na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, criticou a decisão judicial que devolveu o direito de dirigir à motorista Rafaela Screnci da Costa Ribeiro.

A decisão foi determinada pelo juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, nesta terça-feira (25).

O atropelamento ocorreu no dia 23 de dezembro de 2018, em frente à Boate Valley Pub. Além de Ramon, o atropelamento resultou na morte da estudante Myllena de Lacerda Inocencio. Já a também estudante Hya Girotto ficou ferida.

Rafaela foi absolvida no ano passado por decisão do próprio Wladymir Perri, que culpou as vítimas pelo atropelamento.

“Bebeu, assumiu o volante e assassinou meu filho. Agora, com as bençãos de sua excelência, o juiz, está liberada para dirigir novamente. Cuidem-se muito, a próxima vítima pode ser alguém da família de vocês”, escreveu Regina nas redes sociais.

Absolvição

Na decisão, o magistrado considerou que, por mais que a motorista houvesse consumido álcool antes de pegar o volante, as três vítimas contribuíram para o atropelamento por, segundo o juiz, atravessarem a via de forma irresponsável.

“Por mais trágicos e chocantes que tenham sido os fatos, é inconcebível imaginar que, três jovens, com perfeitas condições de saúde,  tenham se proposto a realizarem uma travessia de uma via colateral, ignorando os veículos que nela trafegavam, parando, recuando, dançando sobre a pista de rolamento, sem se importar com as próprias integridades física”, escreveu Perri.

“Compreendo que o atropelamento não decorre desse comportamento ilícito [embriaguez ao volante], mas  é atribuível exclusivamente às vítimas, conforme explorado acima, notadamente a partir da avaliação das conclusões técnicas contidas no laudo pericial”, acrescentou o magistrado

O caso

O atropelamento aconteceu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018.

Segundo a Polícia Civil, Rafaela seguia pela faixa de rolamento da esquerda quando, nas proximidades da Boate Valley Pub, atropelou os jovens.

Com sinais de embriaguez, a mulher foi detida pela Polícia Civil e se negou a fazer o exame de “bafômetro”.

Diante disso, uma equipe da Polícia Civil elaborou ainda no local um “auto de constatação de embriaguez”, que aponta sinais aparentes de ingestão de álcool.

Ela foi conduzida para a Central de Flagrantes para a tomada de medidas criminais e administrativas.

Após ficar detida por um dia, a bióloga passou por audiência de custódia e foi liberada mediante pagamento de fiança de R$ 9,5 mil.

 

 

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