quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
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ATAQUES NAS ESCOLAS

Em reunião com Lula, Mendes critica detectores de metais: “Precisamos agir no DNA da violência”

Presidente reuniu lideranças com objetivo de propor ações integradas de proteção nas escolas

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO 

O governador Mauro Mendes (União) criticou as ações tomadas no “impulso” para evitar supostos massacres nas escolas públicas do país, como a compra de detectores de metais. Para ele, o Brasil precisar agir no DNA da violência.

As declarações foram dadas durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, na manhã desta terça-feira (18). Lula reuniu governadores, prefeitos e presidentes dos Poderes com objetivo de propor ações integradas de proteção nas escolas.

“Presidente, o senhor age corretamente e republicanamente convocando o país para discutir esse momento trágico da história do Brasil. O que aconteceu em Santa Catarina, de uma certa forma, causa uma sensação de repúdio, perplexidade, indignação, mas no fundo de medo”, iniciou Mendes.

“Nós precisamos dar uma resposta a esse problema da Educação, mas agindo por impulso, como é peculiar na cultura brasileira, alguns chamam isso de espasmos, talvez não vamos construir medidas perenes. Nós precisamos proteger as 250 mil escolas do nosso país, mas não dá para fazer uma corrida para comprar detectores de metais e transformá-los em um novo respirador como ocorreu na pandemia. O preço já explodiu”, afirmou.

“Levantar muros, contratar policiais… Não tiro o mérito dos ministros, dos governadores e prefeitos que possam fazer algo. Mas, nós temos que agir no DNA da violência desse país e desestruturar as causas que estão nos trazendo essas graves consequências”, acrescentou.

Ainda no discurso, o governador voltou a criticar as leis penais.

“A violência no Brasil tem origem profunda, mas nasce na desigualdade e se alimenta de um sistema judiciário lento pelo grande número de processos, pelas leis que hoje não refletem a realidade com eficiência para combater e se realimenta para um sistema penitenciário, que é chamado de sistema de ressocialização, e na prática se transformou num sistema de requalificação para o crime”, avaliou.

“As facções criminosos cada vez mais aumentam, ampliam suas forças, se lastreiam em quase todas as cidades brasileiras. No meu Estado, me mostraram recentemente uma estatística, em que todas as minhas Forças de Segurança têm 15 mil pessoas, quando uma única facção tem mais de 20 mil afiliados cadastrados no meu querido Mato Grosso. Provavelmente, isso é um retrato da violência em todo País”, disse.

O governador ainda apontou como parte do problema os jogos virtuais, que, segundo ele,  estimulam a violência entre as crianças e adolescentes.

“A CNN divulgou recentemente nos EUA uma pesquisa onde mostra que 90% dos jovens americanos praticam ou jogam os jogos eletrônicos. 80% desses jogos, de alguma forma, estimulam a violência. E no Brasil, os nossos jovens estão no mesmo caminho. São centenas de jogos violentos na internet. Esses jogos de alguma forma mudam o pensamento, comportamento e a prática desses jovens”, pontuou.

Veja o discurso do governador: 

 

 

 

 

 

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