quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
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EXTORSÃO EM RONDONÓPOLIS

Barbeiro que explodiu bomba em mercado exigiu R$ 300 mil em “moeda virtual”

Na residência do suspeito, foram apreendidos objetos utilizados na fabricação dos artefatos

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (12), em Rondonópolis, o autor do ataque a bomba contra um supermercado da cidade, ocorrido na semana passada.

Na residência do suspeito, foram apreendidos objetos utilizados na fabricação dos artefatos explosivos, como pólvora, mecanismo eletrônico de detonação à distância, munições e outros objetos usados no crime.

As investigações apontaram que, na manhã do ataque, o serviço de atendimento ao consumidor do supermercado alvo do atentado recebeu mensagens por aplicativo de uma pessoa que se dizia ser ‘membro de uma organização que efetua ações de altíssima violência’.

O homem exigia o pagamento de R$ 300 mil em moeda virtual, tipo Bitcoin, sob pena de um ataque contra as lojas da empresa.

No mesmo dia, por volta das 18h, em uma das lojas da rede, localizada no bairro Vila Operária, houve a detonação de um artefato explosivo.

O ataque deixou duas pessoas feridas, incluindo uma criança de 7 anos de idade.

Após a denotação do primeiro artefato, o autor da mensagem fez novo contato com o atendimento ao consumidor da empresa exigindo, novamente, o pagamento sob pena de um novo ataque.

Naquela ocasião, a equipe de investigação da Polícia Civil orientou o imediato fechamento das lojas da rede como forma de prevenção.

Em uma delas, no bairro Jardim Tropical, foi localizado um artefato explosivo.

A Polícia Civil acionou as unidades especializadas – Gerência de Operações Especiais e BOPE para desarme e detonação.

Detonação à distância 

Também de acordo com a Polícia Civil, o artefato encontrado no estabelecimento é um material bem elaborado, com acionamento por mecanismo eletrônico de detonação à distância.

Durante as investigações, as equipes conseguiram identificar, primeiramente, o veículo usado no crime.

A partir dessa informação, a Polícia Civil chegou ao proprietário do veículo e foi encaminhado pedido de busca e apreensão domiciliar, deferido pela 2a Vara Criminal de Rondonópolis.

Buscas e prisão

Na terça-feira (11), as equipes cumpriram o mandado na residência do suspeito.

O homem de 33 anos é barbeiro, não possui passagens policiais e confessou a autoria do crime.

Ele planejou meticulosamente o crime e deu detalhes à polícia sobre a execução.

Em outubro do ano passado, ele deu início ao projeto com a compra de equipamentos para as bombas, escolha da vítima e planejamento operacional, como o estudo de câmeras de segurança e rotas de fuga.

No dia 4 de abril, ele foi até a loja da rede de supermercado e fez o acionamento, após a recusa do proprietário no pagamento da extorsão.

Interrogatório

Durante interrogatório na Derf, ele afirmou que há mais de 15 anos tem noção de manuseio de explosivos e fabricava bombinhas caseiras.

No ano passado disse que teve a “ideia” de causar prejuízos materiais em “quem tem muito dinheiro” e a rede de supermercado foi a primeira que veio a sua mente, devido ao grande fluxo de pessoas no local.

Ele disse que isso facilitaria sua “camuflagem” em meio aos consumidores para a implantação das bombas.

O autor do crime disse ainda que 31 de março, por volta das 08h, colocou a primeira bomba no supermercado da Vila Operária. Após uns 30 minutos, o investigado colocou a segunda bomba na loja do Jardim Tropical.

Já em relação à extorsão, ele alegou que a intenção era colocar o dinheiro virtual em uma plataforma chamada Mixer, que reunia milhares de carteiras virtuais, com a intenção de dificultar o rastreio do dinheiro devido ao número expressivo de carteiras.

O criminoso relatou ainda que prazo do pagamento era até o final da tarde do dia 4 de abril e após, foi de motocicleta ao supermercado e parou a aproximadamente 60 metros do local e acionou a bomba por controle remoto.

No dia seguinte, o investigado enviou nova mensagem para saber se o estabelecimento comercial faria o pagamento da quantia exigida em Bitcoins e alegou que já não tinha mais a intenção de detonar a segunda bomba.

O investigado responderá pelos crimes de extorsão qualificada (com agravamento pela lesão causada nas vítimas) e explosão.

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