quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
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OPERAÇÃO DISSIDÊNCIA

Jornalista é preso acusado de envolvimento com facção criminosa em MT

Juvenilson dos Santos Martins, conhecido como “Mister Tripa” negou crimes

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO 

O jornalista Juvenilson dos Santos Martins, conhecido como “Mister Tripa”, está entre os presos da 2ª fase da Operação Dissidência contra membros de facções criminosas que atuam em Mato Grosso.

A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (8) pela  Força-Tarefa de Segurança Pública.

De acordo com o delegado Antônio Flávio Rocha Freire, da Polícia Federal, o jornalista tinha uma participação “importante” em uma das facções criminosas.

“Ele sedia um veículo da imprensa para transportar os ilícitos e assim se furtar da fiscalização policial”, revelou.

No total, os agentes cumpriram 12 mandados de prisão nos municípios de Sorriso, Sinop, Peixoto de Azevedo e Cuiabá, todos expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Segundo a Polícia Federal, na região centro-norte do estado ocorria “uma verdadeira guerra entre duas facções rivais”. O embate, portanto, elevou consideravelmente o número de homicídios na região, causando pânico aos moradores.

A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto do ano passado, quando foram cumpridos 70 mandados de prisão e busca e apreensão.

Com o material apreendido naquela ocasião, foram identificados outros integrantes que participavam diretamente dos crimes praticados pelos grupos criminosos, em especial tráfico de drogas e homicídio.

Eles foram indiciados e suas prisões foram pedidas pelas forças de segurança.

Em decorrência do inquérito policial, 36 pessoas se tornaram réus na ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, sendo que uma delas será julgada pela 11ª Vara Criminal – Justiça Militar.

Negou envolvimento 

Antes de ser preso, o jornalista usou suas redes sociais para alegar inocência, dizendo que a prisão dele não passa de uma “perseguição política”.

“Eu não tenho envolvimento algum com o crime organizado, não tenho contato com faccionado, não faço parte de nenhuma quadrilha, simplesmente eu tive contato com um ex-faccionado e estava disposto a entregar o presidente da Câmera de Peixoto de Azevedo [Rosangela de Matos Dias]”, disse.

 

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