O presidente da Câmara Municipal de Barra do Bugres (177 km de Cuiabá), vereador Júnior Chaveiro (PL), enfrenta um pedido de afastamento imediato do cargo e a suspensão do mandato por 90 dias. A representação foi protocolada pela Procuradoria da Mulher do Legislativo após a divulgação de boletins de ocorrência que acusam o parlamentar de agredir a esposa e mantê-la em cárcere privado, com relatos de que a vítima teria sido amarrada.
As vereadoras Professora Cleide (Republicanos) e Marli, que lideram o órgão, entregaram o pedido formal ao presidente interino da Casa, Pepê-motorista (Republicanos). Elas argumentam que os fatos configuram quebra de decoro parlamentar e que a permanência de Júnior Chaveiro na presidência prejudica a imagem da instituição.
O caso ganha contornos de crise política, uma vez que o parlamentar é um aliado central da gestão municipal. A Procuradoria reafirmou, em nota oficial, que não tolerará agressões contra mulheres, independentemente do cargo ocupado pelo agressor.
O destino político do vereador deve começar a ser definido em sessão extraordinária prevista para esta segunda-feira (20). Para uma eventual cassação definitiva, o rito legislativo exige a abertura de uma Comissão Processante e a votação favorável de pelo menos dois terços dos membros da Câmara Municipal.
