segunda-feira, 22 de abril de 2024
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Secretário diz que operações contra membros da prefeitura são “desnecessárias”

Na entrevista, o secretário apontou que 90% das operações que foram deflagradas durante a gestão Emanuel Pinheiro não tiveram “continuidade”

O secretário municipal de Planejamento de Cuiabá, Zito Adrien, afirmou que vê algumas operações que tiveram como alvos membros da prefeitura da Capital como sendo “desnecessárias”.

O apontamento do gestor foi feito durante entrevista ao Jornal da CNB Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (18).

Na entrevista, o secretário apontou que 90% das operações que foram deflagradas durante a gestão Emanuel Pinheiro não tiveram “continuidade”. Para o gestor, houve, em alguns casos, “ingerência” por parte do Ministério Público de Mato Grosso.

Conforme noticiado pela reportagem, muitas das operações deflagradas contra gestores e ex-gestores da prefeitura foram deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

“O que nós estamos vendo muito aqui em Cuiabá são operações que muitas delas são desnecessárias. Se você ver o afastamento de alguns secretários que estiveram na gestão passada do prefeito, a Justiça agora deu ganho para praticamente 90% deles”, disse.

“Se você levantar as operações que foram feitas durante os quatro anos passados, a gente vê que 90% não teve continuidade. Essa última que teve agora, para afastar quatro da Secretaria de Saúde, e um que estava lá foi porque ele não foi prestar o depoimento, e ele não foi porque estava com Covid-19. Então, dos quatro três já não estavam mais na pasta”, acrescentou.

Para citar uma das investigações que tiveram membros da prefeitura como alvo, a operação Overpriced, deflagrada em outubro de 2020, provocou o afastamento do então secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, sob suspeita de superfaturamento na compra de medicamentos sem licitação durante a pandemia.

Na última semana, a segunda fase da operação foi deflagada, tendo como alvo quatro pessoas que estavam na prefeitura à época da investigação. Menos de uma semana após a nova fase, a então secretária de Saúde Ozenira Félix também saiu da pasta.

Há algumas semanas, o prefeito chegou a falar que as operações poderiam estar sendo utilizadas para atingir a gestão. Emanuel Pinheiro argumentou que a cada vez que a prefeitura trazia algo positivo para a população alguma investigação era deflagrada.

Questionado sobre um possível viés político nas operações, o secretário criticou o Ministério Público.

“Eu acredito, sim, que podem haver ingerências ou má vontade por parte do próprio Ministério Público às vezes, no sentido de autorizar ou começar situações que no fim não chegam a lugar nenhum. Fica o desgaste, ao menos inicial, mas quando vai levantar não chega ao dolo da situação”, finalizou.

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