terça-feira, 28 de maio de 2024
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Secretária chora na Câmara ao falar de racismo após denúncia de remédios vencidos

A secretária municipal de Saúde, Ozenira Félix, chorou durante sessão virtual da Câmara Municipal da Capital realizada na manhã desta terça-feira (27). A gestora disse ter sofrido ataques racistas após a repercussão da denúncia de remédios vencidos no Centro de Distribuição de Medicamentos (CDMIC).

Ozenira participou da sessão para dar esclarecimentos a respeito das centenas de caixas de remédio encontradas pelos vereadores Maysa Leão (Cidadania), Tenente Coronel Paccola (Cidadania), Michelly Alencar (DEM) e Diego Guimarães (Cidadania) – que está licenciado.

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Antes de iniciar seus apontamentos sobre o fato, a secretária relembrou momentos de sua atuação profissional e citou que tem sido perseguida após a denúncia por meio de ataques de cunho racial.

“Esses dias eu tenho sentido o que eu não senti minha carreira inteira. Como diz a Edna, nós ainda éramos negras brancas. Eu nunca tinha sentido o que tenho sentido. Eu não tenho nenhum tipo de problema na cobrança e nem nada, mas eu gostaria que quem estivesse me ouvindo. Minha cor não me define. Isso não tem a ver com os vereadores”, apontou.

Posteriormente, a secretária iniciou a discussão em torno dos remédios vencidos e disse que foi informada pelo responsável do CDMIC sobre a situação ainda em outubro de 2020. À época, a gestora teria enviado relatórios à Secretaria de Saúde sobre o caso e uma comissão foi instaurada para apurar os fatos.

Ozenira admitiu que há erros no sistema, mas apontou que não é possível culpar uma única pessoa envolvida em um processo realizado em cadeia.

Após se explicar sobre os remédios, a secretária retornou à repercussão que o caso trouxe para sua vida pessoal. A gestora pediu desculpas pelo “desabado” feito no início de sua, mas reiterou que os efeitos dos ataques alcançaram inclusive aos seus filhos.

“Eu não estou dizendo aos vereadores, porque graças a Deus não tenho esse problema com vocês, mas essa repercussão foi o que trouxe. Se Deus quiser, vamos conseguir esclarecer, porque essa parte não tenho nenhuma preocupação”, afirmou.

“Não é o problema do medicamento. O que mais me dói são os anos de trabalho serem comprometidos pela cor da minha pele. Não posso permitir isso. De tudo, eu durmo tranquila, mas isso realmente me incomodou, porque machucou o que tenho de melhor, meus filhos. Isso machucou profundamente os meus filhos. Isso é inadmissível, meus filhos não têm nada a ver com isso”, finalizou.

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