sexta-feira, 25 de junho de 2021
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Casal é condenado pela Justiça por vender doces recheados de maconha em falsa gourmeteria

A Justiça condenou um casal por venda de doces recheados de maconha em uma falsa gourmeteria da cidade de Sorriso. A decisão, que foi proferida pela juíza Emanuelle Chiaradia Navarro, foi divulgada na segunda-feira (7).

O casal Luiz Renato Gomes Filho e Tecla Karoline Pukaleski foi condenado por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

Ele recebeu a pena de 13 anos, nove meses e 15 dias de reclusão, além do pagamento de 1697 dias-multa, enquanto a pena dela foi fixada em 14 anos, sete meses e 15 dias de reclusão e pagamento de 1777 dias-multa, ambos em regime fechado.

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso em outubro do ano passado, após investigações preliminares, agentes da Polícia Judiciária Civil foram até a residência do casal cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar.

Foram apreendidos na residência 3kg de maconha, 21 trufas recheadas de maconha, 15 porções de maconha, uma planta de maconha, uma porção de cocaína, um tubo com maconha, 44 biscoitos recheados de maconha, três barras de chocolate com recheio de maconha e dois doces no formato e recheados de maconha, além de R$ 964,50 em espécie, duas balanças de precisão e material para embalagem de droga.

No decorrer das investigações, apurou-se que o casal fazia da residência “boca de fumo”, utilizando-se de uma fachada mentirosa com o nome de “Feito Com Amor Gourmeteria” para o fim de praticar o crime de tráfico ilícito de drogas.

Na decisão, a juíza afirmou que “examinando criteriosamente os fatos submetidos à apreciação, denota-se que Luiz Renato Gomes Filho e Tecla Karoline Pukaleski realizaram postura com o objetivo de promover a difusão da circulação de substâncias entorpecentes”.

A magistrada assinalou que ambos são dependentes químicos e, além de não terem conseguido colocar em prática as lições aprendidas nas clínicas de reabilitação pelas quais passaram, decidiram unir a profissão de Tecla, confeiteira, com o tráfico, a fim de obterem vantagem e assim se sustentarem, incluído o vício.

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