A propaganda eleitoral dos candidatos ao Governo de Mato Grosso expôs, no horário gratuito, estratégias distintas entre os principais nomes que disputam o Palácio Paiaguás. Enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) apostou na experiência política e na proposta de industrializar o interior, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) explorou a parceria com o governador Mauro Mendes (União). Já a médica Natasha Slhessarenko (PSD) adotou um discurso de mudança e concentrou as críticas na saúde pública.
Pivetta aposta na continuidade
Primeiro candidato a aparecer no programa, Pivetta reforçou a imagem de continuidade da atual gestão estadual e destacou a experiência administrativa acumulada desde o período em que foi prefeito de Lucas do Rio Verde.
A propaganda também resgatou a atuação conjunta com Mauro Mendes e apresentou depoimentos de moradores sobre ações sociais realizadas pelo governo. Entre as propostas apresentadas pelo republicano está a ampliação de programas habitacionais, como o SER Família Habitação, além da construção de novas casas populares.
“Não se faz gestão pública sem sentimento, sem se colocar no lugar do próximo”, afirmou Pivetta durante a inserção.
A estratégia também buscou diferenciar a candidatura pela capacidade de gestão, com apoiadores destacando resultados administrativos e o trabalho desenvolvido pela atual administração estadual.
Wellington mira industrialização do interior
Wellington Fagundes, por outro lado, utilizou sua trajetória de mais de 30 anos na vida pública e a atuação no Congresso Nacional como principais credenciais para disputar o governo.
Ao lado do candidato a vice, Reinaldo Moraes (Novo), e das respectivas esposas, o senador apresentou uma proposta voltada principalmente à industrialização e à agregação de valor à produção do interior de Mato Grosso.
Logo no início da propaganda, Wellington afirmou que pretende se apresentar ao eleitorado para uma nova missão.
“Muitos de vocês me conhecem e conhecem também o meu trabalho por todo o nosso estado. Mas eu quero aqui me apresentar para essa nova missão: ser governador de Mato Grosso”, declarou.
O candidato também buscou se afastar da imagem de acordos políticos de bastidores e afirmou que sua candidatura teria surgido a partir do contato com a população dos municípios.
“Este projeto não surgiu de acordos secretos de gabinete. Ele vem do carinho da população de cada município, das palavras de incentivo, dos abraços que recebo por onde passo”, disse.
Wellington prometeu ainda descentralizar a administração estadual e levar investimentos e desenvolvimento para diferentes regiões de Mato Grosso.
Natasha explora saúde e discurso de mudança
Natasha Slhessarenko escolheu uma abordagem mais emocional e direcionada ao cotidiano do eleitor. A candidata questionou a repetição das escolhas políticas e defendeu uma mudança de postura nas urnas.
“Mato Grosso não muda se você continuar fazendo as mesmas escolhas. E mudar exige coragem para questionar, para escolher o novo, para fazer diferente”, afirmou.
Com a experiência na medicina como um dos principais elementos da campanha, Natasha direcionou críticas à situação da saúde pública estadual. Ela citou problemas relacionados à estrutura hospitalar, falta de profissionais e demora no atendimento.
A candidata prometeu implantar um sistema de regulação transparente e realizar mutirões de consultas e exames especializados no interior.
“A saúde de Mato Grosso está na UTI. Faltam médicos, unidades básicas de saúde, hospitais… Resultado: é uma espera sem fim para quem não pode esperar”, criticou.
Natasha encerrou a abordagem defendendo uma administração voltada ao atendimento direto das necessidades da população.
Sem espaço no horário eleitoral
Os candidatos Rafell Milas (Missão), Maurício Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir) não possuem tempo destinado à propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Veja:
