quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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DISPUTA INTERNA

Viúvo de Amália Barros diz ser “sabotado” pelo próprio PL em MT

Candidato afirma que legenda descumpriu acordos com ele, José Medeiros e Jair Bolsonaro e relaciona situação a palanque de Wellington

O candidato a deputado federal Thiago Boava (PL), viúvo da ex-deputada Amália Barros, afirmou que está sendo “sabotado” dentro do próprio partido e acusou a legenda de descumprir acordos firmados com ele e outros integrantes do PL em Mato Grosso.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Boava não detalhou quais compromissos teriam sido descumpridos nem apontou nominalmente os responsáveis pela suposta sabotagem. Ele, porém, está entre os candidatos que receberam os menores valores do fundo eleitoral para a campanha.

Segundo dados do DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, Boava e outros candidatos sem mandato receberam R$ 400 mil do fundo eleitoral, enquanto parlamentares que já ocupam mandato receberam valores entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

“Infelizmente, o Partido Liberal, o partido que diz defender Deus, pátria, família e liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade. E não cumpriu comigo o que foi combinado”, afirmou.

Boava também disse que o partido teria descumprido acordos com o candidato ao Senado José Medeiros (PL) e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamado por ele de “capitão”.

“Não cumpriu também o que foi combinado com o Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão. É muito triste ver isso”, declarou.

Palanque de Wellington

O candidato afirmou ainda suspeitar que a suposta sabotagem esteja relacionada à sua resistência em participar do palanque eleitoral montado pelo PL, que tem Wellington Fagundes como candidato ao Governo de Mato Grosso.

Boava disse não saber se a decisão de não participar da composição teria motivado o tratamento que afirma estar recebendo dentro do partido, mas declarou que prefere permanecer fora do palanque a apoiar algo em que não acredita.

“Eu não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado, por não subir no palanque que foi montado. Mas, se o preço for esse, eu ficarei aqui embaixo, sem subir nesse palanque. Não acredito nele. E não estou indo para a política para fazer o que não acredito”, afirmou.

Segundo Boava, a composição também não beneficiaria a candidatura de Medeiros ao Senado e atenderia a “interesses pessoais”.

“Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos. Esse palanque fortalece interesses pessoais”, disse.

O candidato ainda pediu que os eleitores avaliem, antes de votar, quais candidatos a deputado federal aderiram à composição criticada por ele.

“Analise muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque, se comemorou com os que estão nesse palanque”, afirmou.

Legado de Amália

Viúvo de Amália Barros, que morreu em 2024, Boava tem utilizado a trajetória política da ex-deputada como uma das principais bandeiras de sua candidatura.

No vídeo, ele afirmou que decidiu entrar na política para dar continuidade ao trabalho iniciado por Amália e às pautas defendidas por Bolsonaro.

“Estou indo de peito aberto para fazer o que acredito e dar continuidade no trabalho sério que a Amália iniciou. Dar continuidade no que o capitão pediu que ela fizesse e pediu para mim para que eu fizesse agora”, declarou.

Ao final da gravação, Boava pediu apoio e engajamento dos eleitores para ampliar o alcance de sua campanha diante do cenário que classificou como desfavorável dentro do próprio partido.

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