O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, negou que o candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), tenha sido deixado de fora da agenda de Flávio Bolsonaro (PL) em Campo Novo do Parecis. Segundo o dirigente, lideranças do partido só foram informadas na manhã de segunda-feira (31), dia da visita, sobre a presença do presidenciável na comunidade indígena Haliti-Paresi e tiveram a oportunidade de acompanhá-lo.
“Todos nós ficamos sabendo na parte da manhã que teria essa agenda lá de gravação. E nós ligamos. O presidente nacional ligou tanto para o Medeiros como para o senador Wellington”, afirmou.
Wellington chegou a se deslocar de última hora para Campo Novo do Parecis para tentar encontrar Flávio. O candidato ao governo acabou registrando uma foto ao lado do presidenciável após chegar ao município.
Segundo informações de bastidores, a agenda havia sido articulada pelo deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) e por Odílio Balbinotti, coordenador da campanha de Flávio em Mato Grosso.
Ananias, no entanto, afirmou que a visita não foi organizada como um ato político do PL, mas como uma agenda de gravação para a propaganda eleitoral. De acordo com ele, Wellington e Medeiros não estavam previamente relacionados entre os convidados e apenas aproveitaram a oportunidade para acompanhar Flávio.
“Nem o Wellington, nem o Medeiros não estava escrito que iriam ser convidados para ir. Eles fizeram um aproveitamento da agenda dele. Ele veio somente para gravar para o programa eleitoral. Tanto é que não foi um ato”, explicou.
O presidente estadual do PL também negou que tenha ocorrido falha de comunicação dentro da legenda. Segundo ele, a agenda foi sugerida pelo cacique Arnaldo e Wellington e Medeiros foram informados no mesmo período.
“Não, não faltou comunicação não. Até porque foi uma… A agenda foi feita, foi sugerida pelo cacique Arnaldo. Então, foi com muita tranquilidade”, afirmou.
Episódios aumentam suspeita de racha
A ausência inicial de Wellington gerou repercussão por ocorrer em meio a outros episódios que alimentaram especulações sobre um distanciamento entre o senador e integrantes da campanha de Flávio em Mato Grosso.
No dia 21 de agosto, Wellington também não participou de um almoço com empresários do agronegócio e da indústria organizado por Balbinotti para arrecadar recursos para a campanha presidencial.
Na semana passada, uma inserção eleitoral protagonizada por José Medeiros também aumentou a pressão sobre Wellington. Na gravação, o candidato ao Senado utilizou uma melancia para criticar políticos classificados como “melancia” no meio bolsonarista — aqueles que seriam “vermelhos por dentro e verdes por fora”.
Apesar dos episódios, Ananias classificou como estratégia de adversários a interpretação de que existe divisão dentro do PL e afirmou que o partido está focado na candidatura de Wellington ao governo.
“Narrativas que colocam muitas vezes até para tentar confundir é normal numa época de campanha. Eu, se fosse adversário de um partido tão forte e musculoso igual o Wellington, talvez já estaria criando essa narrativa. E sabe qual é a preocupação nossa? É zero. Sabe o que nós pensamos disso? Não pensamos é nada”, declarou.
O dirigente ainda elogiou o desempenho de Wellington nos debates e disse estar tranquilo com a condução da campanha.
“Eu estou muito tranquilo e contente. Inclusive com o desempenho dele nos debates. Ele está dando um show nos debates”, afirmou.
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