O presidente regional do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, descartou nesta terça-feira (22) a possibilidade de punições ou expulsões de prefeitos da sigla que decidirem não apoiar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. A declaração foi dada durante a convenção do partido, realizada em Cuiabá.
A fala ocorre em meio ao desgaste enfrentado por Wellington, que nas últimas semanas viu prefeitos do próprio PL anunciarem apoio ao projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Entre eles estão Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, principal colégio eleitoral e base política do senador.
Além disso, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também têm sido alvo de articulações da base governista.
Questionado sobre como a direção estadual pretende lidar com os prefeitos que não seguirem a orientação partidária, Ananias afirmou que o PL priorizará o diálogo e a construção de consenso, sem impor sanções.
“Nós não fomos para o embate com ninguém porque as alianças não estão 100% definidas. Todos os partidos têm problemas, têm soluções e têm diálogo, é normal. A minha trajetória política é de argumentação. Eu nunca pedi um voto, nunca forcei um irmão meu ou parente a votar. Nós não vamos fazer convite para ninguém sair. Nós vamos pedir para que ele venha”, declarou.
O dirigente ressaltou que o cenário político ainda está em formação e citou que outras legendas, como Democratas e União Brasil, também seguem discutindo alianças e definições para a disputa estadual.
Segundo Ananias, as negociações continuam em andamento, com o PL buscando ampliar sua coligação por meio de conversas com partidos como Podemos e Novo. Por isso, a ata da convenção permanecerá aberta até o dia 5 de agosto, prazo final da Justiça Eleitoral para a formalização das chapas e coligações.
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