O investigador de Polícia Civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva pelo crime de lesão corporal contra um idoso de 62 anos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nessa segunda-feira (30), embora a prisão tenha ocorrido no domingo (28), quando o investigado se apresentou espontaneamente à Gerência Estadual de Polinter e Capturas.
À reportagem do CBN Cuiabá, o delegado Marcos Veloso, titular da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa, informou que Luciano se apresentou à Justiça no domingo, foi encaminhado para audiência de custódia e, posteriormente, levado para o Presídio de Chapada dos Guimarães, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá e é relacionado às agressões registradas no dia 11 de junho, dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, em Cuiabá.
As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o investigador aposentado agride violentamente o idoso dentro do elevador.
Segundo relato da vítima, os desentendimentos começaram em agosto do ano passado, após a esposa de Luciano acusar outro morador do condomínio de assédio. Desde então, o idoso passou a evitar permanecer sozinho com a mulher em áreas comuns do prédio, principalmente no elevador.
Conforme a vítima, cerca de um mês depois, Luciano o abordou no elevador para questionar a mudança de comportamento e teria insinuado que ele estava evitando contato por receio de também ser acusado de assédio.
O idoso afirmou ainda que o policial aposentado passou a fazer provocações constantes, chegando a insinuar que ele mantinha um relacionamento com outro morador do condomínio e que estaria defendendo o vizinho acusado de assédio. Os atritos, segundo o relato, se intensificaram ao longo dos meses.
Antes das agressões, a vítima havia ingressado com uma ação judicial contra Luciano. No dia 3 de junho, os dois participaram de uma audiência de conciliação no 4º Juizado Especial Cível. Dias depois, um novo encontro no elevador terminou no espancamento registrado pelas câmeras de segurança.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa.
