Um sargento da reserva da Polícia Militar sobreviveu a uma violenta tentativa de homicídio após ser atraído para uma emboscada na porta de sua casa, na noite desta quinta-feira (11), no município de Poconé (104 km de Cuiabá). O principal suspeito da execução frustrada é um adolescente de apenas 16 anos, que contou com o apoio da namorada para cometer o crime.
De acordo com o relato do militar da reserva, os criminosos armaram uma “casinha” para pegá-lo. Ele havia acabado de retornar para sua residência quando recebeu uma ligação telefônica vinda do número do adolescente. Na linha, uma mulher pedia R$ 50 emprestados em dinheiro e combinou de ir buscar o valor na casa do sargento.
Pouco tempo depois, a mulher chegou ao endereço. Ao abrir a porta para entregá-la o dinheiro, o policial foi surpreendido pelo menor de 16 anos, que saiu das sombras com uma arma em punho e começou a atirar. O militar agiu rápido e conseguiu bater a porta, mas o agressor invadiu a casa. Os dois entraram em luta corporal. Durante o confronto físico, o infrator atirou mais vezes e depois fugiu.
Mesmo baleado na cabeça, no ombro esquerdo e sofrendo uma fratura na clavícula, o sargento permaneceu consciente e conseguiu sair na rua para pedir socorro. Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado a uma unidade hospitalar.
Mãe escondeu carro de fuga
A Polícia Militar analisou imagens de câmeras de monitoramento da rua e identificou que o casal usou um Renault Sandero para cometer o crime. Os vídeos mostram a namorada do menor descendo do carro para chamar o sargento e, logo após os tiros, os dois correndo de volta para o veículo e fugindo em direção ao distrito de Cangas.
No decorrer das diligências, os policiais conseguiram localizar a mãe do atirador. Sem saída, ela acabou confessando que recebeu uma ligação desesperada do filho logo após o crime. Na chamada, o menor disparou: “Atirei contra um policial e preciso de apoio para esconder o carro”.
A mulher admitiu aos policiais que buscou e escondeu o Sandero usado na fuga, mas alegou que não sabe onde o filho e a namorada estão escondidos. Ela justificou que só não acionou a polícia antes por medo de represálias e assegurou que o adolescente manifestou o interesse de se apresentar à delegacia nas próximas horas.
O caso foi registrado e segue sob rigorosa investigação da Polícia Civil, que faz buscas para capturar os envolvidos.
