O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou que a Capital terá programação oficial de Carnaval este ano. Em conversa com a imprensa, o gestor detalhou que a folia será realizada em parceria com o Governo do Estado e entidades culturais, contando com o suporte da Prefeitura em áreas estratégicas como saúde, segurança e infraestrutura.
De acordo com Abilio, a organização principal está sob responsabilidade da organização “Liga da Alegria”, com apresentações previstas inclusive na Arena Pantanal no dia 7 de fevereiro (sábado). Além dos grandes eventos, pequenos blocos espalhados pela cidade receberão apoio logístico.
“O Carnaval está programado. Tem os blocos e tem os pequenos blocos que se apresentam na cidade. Tudo o que a Prefeitura pode fazer, está fazendo para ajudar no sentido de banheiros, infraestrutura, mobilidade e a atuação das secretarias de Saúde e da Mulher, combatendo abusos”, afirmou o prefeito.
Fé na folia
Abilio também destacou que o calendário do período carnavalesco em Cuiabá é marcado pela diversidade, incluindo grandes eventos religiosos que já são tradição na Baixada Cuiabana, como o Vinde e Vê (católico), na Arena Pantanal, e o Umadecre (evangélico), no Grande Templo.
Questionado sobre o financiamento dos blocos, o prefeito pontuou que os recursos financeiros costumam ser oriundos de emendas parlamentares de deputados estaduais, e que o Município entra com o suporte operacional.
Polêmica do Réveillon
Aproveitando o gancho das festividades, Brunini rebateu as críticas de que o “Réveillon da Família”, realizado na Virada do Ano, teria sido um evento exclusivamente religioso. Para ele, houve uma tentativa de “desconstruir” a festa.
“Houve uma distorção da realidade. Tivemos músicas de artistas nacionais como Titãs e Jota Quest. O fato de a banda Rosa de Saron ter músicas católicas não significa que cantem somente isso. Tivemos DJ, música eletrônica e várias vertentes“, defendeu.
O prefeito justificou que a presença de artistas gospel, como Fernanda Brum, se deu por meio de emendas parlamentares carimbadas para esse fim.
“A única pessoa que cantou músicas direcionadas apenas ao público cristão foi a Fernanda Brum, já pós-Réveillon. As pessoas focaram em um estilo apenas para tentar criticar“, concluiu.
