O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, manteve a prisão preventiva do policial militar Raylton Duarte Mourão. O PM é acusado de executar a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, no dia 11 de setembro de 2025, motivado por uma cobrança judicial de R$ 24,6 mil decorrente de um acidente de trânsito.
Na decisão publicada nesta terça-feira (13), o magistrado destacou a “gravidade concreta” e o “modus operandi” do crime para negar a liberdade ao militar. Raylton está preso desde o dia 21 de setembro, quando se entregou à polícia após passar um período foragido.
O Crime
Rozeli foi assassinada a tiros dentro de seu carro no bairro Cohab Canelas, logo após sair de casa. Câmeras de monitoramento flagraram dois homens em uma moto cometendo a execução. Segundo a DHPP, o PM foi identificado por imagens que mostram ele saindo de casa com a motocicleta usada no crime e retornando a pé horas depois.
O comparsa de Raylton, Vitor Hugo Oliveira da Silva, que pilotava a moto, também segue preso.
Motivação Fútil
A investigação concluiu que o crime foi encomendado porque a vítima processou o PM e a esposa dele. Rozeli cobrava uma indenização após um caminhão-pipa da empresa do casal ter batido em seu carro. Ela tentou um acordo amigável, mas sem sucesso, recorreu à Justiça. A personal foi morta antes mesmo do processo ser julgado.
