terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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DIABETES E PERDA DE PESO

Farmacêuticas brasileiras esperam iniciar em abril produção de genéricos do Ozempic

Com a quebra de patente da semaglutida, medicamentos devem ficar cerca de 40% mais baratos

Ana Carolina Tomé – Da CBN Rede

Com a queda da patente da semaglutida, no dia 20 de março, a indústria farmacêutica brasileira espera começar em abril a produção dos medicamentos genéricos do Ozempic e Wegovy, indicados para o tratamento de diabetes e também para a perda de peso.

Pelo menos 13 pedidos de registro de medicamentos contendo semaglutida já foram apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária . Dois deles já estão em análise, após pedido de urgência do Ministério da Saúde.

Com a entrada dos similares e genéricos no mercado, a expectativa é de que haja uma redução de cerca de 40% nos preços dos medicamentos, segundo levantamento da UBS Banco do Brasil Corretora. Dessa forma, a “caneta emagrecedora” que hoje custa em média MIL E CEM reais deve passar a ser vendida por menos de 700 reais ao final deste ano.

Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, diz que à medida que a concorrência for entrando no mercado , o medicamento vai ficando mais barato:

“Há uma promessa de que os registros serão priorizados, mas a prova de que o produto tem o mesmo efeito que o original é que tem que ser muito bem analisado. A partir do momento em que cai a patente, você lança genéricos e começa uma concorrência que deixa o medicamento mais barato. Os preços vao cair mais ,quanto mais volume menor o preço, isso é um fato”.

No ano passado, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) chegou a recomendar que o Ministério da Saúde a NÃO incorporasse a semaglutida ao SUS, por causa do impacto financeiro estimado em 8 bilhões ao ano. Mas, a expectativa de valores mais baixos dos genéricos pode tornar possível a inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde.

A analista em comunicação , Fernanda Carem, usa o Wegovy para diabetes desde o início do ano passado. Em um ano, ela diz que já gastou mais de 7 mil reais e que tem dificuldade em seguir com o tratamento por causa do alto custo:

“O medicamento é muito caro e às vezes não se encontra muito fácil. O que facilitou no meu caso o meu trabalho fez o reembolso de parte desas canetinhas, uma eu torei do meu bolso, outra eu ganhei de presente do meu namorado. Ajudaria bastante se o medicamento estivesse no SUS até pelo lado de que muitas pessoas não têm esse dinheiro e precisam do tratamento”

Segundo o Ministério da Saúde, apesar de não ter uma data para a entrada do remédio na rede pública, o órgão diz que faz um monitoramento do panorama de propriedade intelectual de fármacos essenciais para subsidiar o planejamento de compras e estratégias de incorporação tecnológica.

No mercado, a previsão é de que o faturamento com a venda dos medicamentos à base de semaglutida pode alcançar R$ 20 bilhões neste ano, quase o dobro dos R$ 11 bilhões estimados em 2025.

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