THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO
A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (2), o inquérito da morte do assessor parlamentar Wanderley Leandro Nascimento da Costa, de 36 anos, em Cuiabá.
Os acusados Richard Estaques Aguiar e Murilo Henrique Araújo de Souza foram indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto.
De acordo com o delegado Hércules Batista Gonçalves, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato foi uma “vingança” dos acusados, depois que a vítima assediou os parentes deles, menores de idade.
As investigações, conforme o delegado, demonstraram que o servidor mantinha envolvimento com menores de idade e oferecia dinheiro a eles para manter relações sexuais.
Wanderley trabalhava com o deputado Wilson Santos (PSD).
“Foi motivado por uma vingança. A motivação e ocultação de cadáver têm como pano de fundo o abuso sexual, exploração sexual de menores”, explicou o delegado.
“Dois menores eram abusados pelo Wanderley, que são os irmãos do Richard. O Wanderley demonstrou também interesse em ficar com outro menor, que é irmão do Murilo, mas não chegou a manter relação sexual com ele”, acrescentou.
Ainda de acordo com o delegado, as investigações também revelaram que Wanderley usava jogos eletrônicos para aliciar as crianças e adolescentes para os abusos.
“Era comum ter crianças e adolescentes frequentando a casa dele para jogar vídeo game. Ele aproveitava disso para ter uma aproximação sexual”, disse.
O caso
Wanderley desapareceu no último dia 16 de fevereiro, após sair de casa em seu veículo Chevrolet Traker.
Segundo a Polícia Civil, depois disso, os dois acusados do crime foram até a casa da vítima, no bairro São João Del Rei, e pegaram uma TV 70 polegadas.
Durante a investigação, os policiais receberam informações de que o veículo da vítima havia passado em um pedágio sentido a Sinop.
Com base na informação, foi possível identificar os suspeitos e prendê-los.