quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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VOTAÇÃO BARRADA

ALMT mantém veto e servidores do Judiciário ficam sem RGA de 6,8%

Eram necessários 13 votos para derrubar o veto do Executivo, mas apenas seis deputados votaram pela medida

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) manteve nesta quarta-feira (7) o veto do Governo do Estado à concessão da revisão geral anual (RGA) de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso. A votação terminou em 12 votos pela manutenção do veto e seis pela derrubada.

Com o resultado, os servidores seguem sem a reposição da inflação prevista na proposta encaminhada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Para derrubar o veto, eram necessários pelo menos 13 votos.

Votaram pela manutenção do veto os deputados Dr. João (MDB), Dilmar Dal Bosco (União), Valmir Moretto (Republicanos), Elizeu Nascimento (Novo), Diego Guimarães (Republicanos), Juca do Guaraná (MDB), Nininho (Republicanos), Fabinho Tardin (Podemos), Dr. Eugênio (Republicanos), Chico Guarnieri (PSDB) e o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos).

Já pela derrubada do veto e, consequentemente, pela concessão do reajuste aos servidores, votaram Carlos Avallone (PSDB), Janaina Riva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Faissal (PL), Gilberto Cattani (PL) e Valdir Barranco (PT).

Ao todo, oito deputados não participaram da votação. O número de ausências chama atenção porque, somado aos seis votos pela derrubada do veto, seria suficiente para alcançar os 13 votos necessários para aprovar a RGA.

Entre as ausências consideradas mais significativas estão as de Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União), que haviam se manifestado publicamente a favor dos servidores durante as discussões sobre o reajuste.

A proposta

A discussão sobre a reposição salarial se arrasta desde 2025. Inicialmente, o Tribunal de Justiça havia apresentado uma proposta de reajuste de 1% aos servidores, mas o percentual foi rejeitado pelos trabalhadores. Após a resistência da categoria, o TJMT elevou a proposta para 6,8%, índice correspondente à reposição da inflação.

A concessão do reajuste, no entanto, dependia da aprovação da Assembleia Legislativa, já que o veto do Executivo precisava ser derrubado pelos deputados.

A disputa chegou à Justiça após uma votação realizada em dezembro de 2025, quando o veto havia sido mantido por 12 votos a 10. Na ocasião, a votação foi realizada de forma secreta, permitindo que os parlamentares votassem sem identificação pública.

O Poder Judiciário estadual posteriormente anulou a votação, o que levou à realização de uma nova análise do veto nesta quarta-feira.

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