O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) acionou a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil para investigar o ataque cibernético que derrubou os sistemas do Judiciário estadual. As plataformas estão fora do ar desde segunda-feira (21), quando a Corte determinou o desligamento preventivo do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e de outros serviços.
A medida foi determinada pelo presidente do TJ-MT, desembargador José Zuquim Nogueira, com o objetivo de identificar a origem e os responsáveis pelo ataque e verificar eventuais crimes cibernéticos.
A Polícia Federal foi acionada porque um dos sistemas atingidos possui integração com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já a Polícia Civil ficará responsável pela investigação, na esfera estadual, da invasão aos sistemas próprios do Tribunal.
Credenciais foram acessadas
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (23), o TJ-MT confirmou que credenciais de usuários da rede foram acessadas durante o ataque. Entre as informações estão logins e senhas criptografadas.
Segundo a Corte, porém, até o momento não foram encontradas evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores e magistrados. Também não há indícios de que decisões judiciais ou arquivos de backup tenham sido acessados.
Como medida de segurança, todas as senhas estão sendo redefinidas. Os sistemas permanecem desligados e passam por testes antes de serem restabelecidos gradualmente.
Atendimento segue restrito
O expediente do Judiciário permaneceu suspenso entre segunda e quarta-feira para a realização de testes e homologação dos sistemas.
Nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25), haverá apenas expediente interno. O atendimento ao público será realizado exclusivamente em regime de plantão.
Serviços externos, como peticionamento e consulta processual, continuam indisponíveis. Os prazos processuais também estão suspensos entre os dias 23 e 25 de setembro.
Audiências e sessões previstas para o período serão redesignadas. As sessões do Tribunal do Júri poderão ser mantidas a critério do juiz presidente.
O Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), utilizado na execução penal, não foi afetado e segue funcionando normalmente. Casos considerados urgentes continuam sendo atendidos pelo plantão judiciário.
