segunda-feira, 24 de agosto de 2026
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CRIME EM CONFRESA

Mulher confessa ter matado sogra com golpes de madeira durante crise no casamento

Suspeita de 29 anos atacou Maria Aparecida Silva, de 53, pelas costas e ainda tentou usar um fio para provocar a morte; prisão foi convertida em preventiva

Maria Aparecida Silva, de 53 anos, foi morta com golpes de madeira na manhã de sábado (22), dentro da própria casa, em Confresa (1.048 km de Cuiabá). A principal suspeita do crime é a nora da vítima, de 29 anos, que confessou o homicídio durante o interrogatório e alegou ter agido em meio a uma crise no casamento com o filho de Maria.

Conforme a investigação da Polícia Civil, a suspeita atacou a sogra pelas costas, utilizando um pedaço de madeira encontrado no imóvel. A vítima havia saído para a área dos fundos da residência pouco depois das 6h, momento em que a investigada, que já estava escondida no local, a surpreendeu.

Após os golpes, a mulher ainda tentou utilizar um fio para provocar a morte da sogra. No entanto, a investigação aponta que Maria já estava morta em decorrência das agressões. O fio atingiu apenas a região do queixo e não provocou esganadura.

A suspeita inicialmente negou a autoria, mas acabou confessando o crime. Aos policiais, relatou que enfrentava problemas no relacionamento com o marido e acreditava que a morte da sogra faria com que ele ficasse emocionalmente abalado. Com isso, segundo a versão apresentada, ela poderia permanecer ao lado dele durante o momento de fragilidade e tentar uma reaproximação.

A Polícia Civil informou que não havia histórico de desavenças entre a suspeita e a vítima. Uma dívida relacionada ao uso de um cartão de crédito de Maria também foi analisada, mas os investigadores não identificaram discussão ou conflito prévio relacionado à questão.

Ainda conforme a investigação, a mulher se atrasou para o trabalho na manhã do crime e decidiu não ir ao serviço. Em seguida, foi até a casa da sogra e permaneceu escondida à espera da vítima.

Depois das agressões, a suspeita permaneceu no imóvel. Pouco antes da chegada dos policiais militares, ela telefonou para o marido e informou que algo havia acontecido. O homem então foi até a residência da mãe.

Os policiais conseguiram visualizar a mulher por cima do muro e realizaram a prisão em flagrante.

Prisão preventiva

A prisão em flagrante foi ratificada pela autoridade policial, que também representou pela conversão em prisão preventiva. O pedido foi aceito pela Justiça durante audiência de custódia.

A suspeita permanece à disposição da Justiça e deverá ser encaminhada para uma unidade prisional feminina. Ela responderá por homicídio qualificado por motivo torpe.

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