A policial penal Jorcenilma França Viegas, de 46 anos, investigada por atirar mais de 10 vezes contra um motociclista em Cuiabá, foi solta após uma semana presa. A informação foi confirmada pelo advogado dela, Márcio de Deus. Ela deixou a prisão no domingo (9), sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e com medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Jorcenilma havia sido presa preventivamente no dia 5 de agosto, por determinação da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Ela é investigada por tentativa de homicídio qualificado contra um motociclista de 34 anos e também responde por fraude processual.
Com a decisão que determinou a soltura, a policial penal está proibida de se aproximar da vítima e de sair de casa. Ela também deverá permanecer sob monitoramento eletrônico.
O crime
O caso aconteceu na noite de 22 de julho, no bairro CPA IV, em Cuiabá. O motociclista foi até o endereço combinado para devolver um celular que havia sido perdido pela policial penal.
Inicialmente, Jorcenilma afirmou à polícia que havia atirado após entrar em luta corporal com o homem e alegou que ele teria tentado tomar sua arma. A versão, porém, passou a ser questionada após a Polícia Civil analisar imagens de câmeras de segurança.
As gravações mostram o motociclista chegando ao local e sendo abordado pela policial penal. Na sequência, ela efetua os primeiros disparos. O homem tenta deixar o local, mas acaba atingido por vários tiros na perna direita, nas costas, no abdômen e no tórax.
Segundo a investigação, a suspeita de fraude processual está relacionada às divergências entre a versão apresentada pela policial penal no boletim de ocorrência e o que foi registrado pelas câmeras de segurança.
Um áudio atribuído ao homem que negociava a devolução do celular também foi anexado à investigação. Na gravação, ele cobra R$ 600 pelo aparelho e afirma que enviaria um motociclista para fazer a entrega e receber o dinheiro.
Além da investigação criminal, Jorcenilma foi afastada das funções de policial penal por determinação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
Com a decisão judicial, ela responderá ao processo em liberdade, submetida às medidas cautelares impostas pela Justiça e ao monitoramento eletrônico.
