O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) revelou que existem “conversas muito fortes” nos bastidores políticos apontando para uma possível desistência ou recuo do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo do Estado. A declaração foi dada nesta quarta-feira (10), ao projetar que o cenário político nacional terá influência direta nas definições partidárias em Mato Grosso.
Botelho adiantou que o MDB fará uma reunião interna na próxima semana para começar a alinhar os rumos da legenda, mas destacou que o martelo só será batido após observar a movimentação dos diretórios nacionais. É nesse contexto de incertezas que o parlamentar trouxe à tona os rumores sobre o principal nome do Partido Liberal no estado.
“Nós temos que aguardar, que ainda tem muita coisa aí para rolar, mas com certeza o cenário nacional vai influenciar aqui em Mato Grosso. Pela conversa que tem aí, pelo menos de bastidores, é muito forte as conversas de que pode, sim, o senador Wellington desistir ou retirar ele, eu não sei. Pelo menos as conversas de bastidores são essas”, afirmou Botelho.
O mdebista ressaltou que não tratou do assunto diretamente com o senador e nem com dirigentes do PL. Ele mencionou apenas um diálogo recente com o deputado federal Abilio Brunini (PL) na Assembleia Legislativa, no qual o correligionário de Fagundes assegurou que a sigla, no momento, trabalha com a garantia de ter uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.
Liderança nas pesquisas
Os rumores ventilados nos bastidores contrastam com o desempenho de Wellington Fagundes perante o eleitorado. Nas pesquisas mais recentes registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador do PL aparece consolidado na liderança de todos os cenários estimulados de primeiro e segundo turno.
No último levantamento divulgado pelo instituto Real Time Big Data, Fagundes lidera a corrida ao governo estadual com 35% das intenções de voto no cenário geral, chegando a 40% na simulação sem o senador Jayme Campos (União). No mesmo instituto, o liberal vence todas as simulações de segundo turno, registrando 44% contra 35% do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
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