A secretária municipal de Educação de Mirassol D’Oeste (300 km a oeste de Cuiabá), Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, de 57 anos, registrou boletim de ocorrência após ser alvo de calúnias, misoginia e ameaças de morte em um grupo de WhatsApp. O suspeito, identificado pelas iniciais F.A.A.P., instigou a população a cometer violência contra a gestora.
Em áudios que circulam na cidade, o agressor sugere que Rosana seja atingida por uma “bala perdida” ou atropelamento, alegando que tais atos não seriam crimes e que a morte da secretária seria a “solução” para o município.
À reportagem, Rosana afirmou que nunca teve contato com o homem e que ele sequer seria morador da cidade. “O que mais me dói não é nem a ameaça de morte, mas as ofensas, me chamando de vagabunda, desonesta, ladrona”, relatou a secretária, que se diz indignada com os ataques.
O conflito começou após a reorganização do transporte escolar urbano. Segundo a pasta, o serviço funcionava de forma irregular e sem veículos suficientes. A gestão decidiu suspender o transporte geral, mantendo apenas o atendimento para alunos com problemas de saúde comprovados.
A Prefeitura de Mirassol D’Oeste emitiu nota de repúdio, classificando o episódio como violência política e misoginia. A administração municipal cobrou rigor na investigação e solicitou medidas protetivas para garantir a integridade física da servidora.
O caso está sob investigação da Polícia Civil. O suspeito foi procurado, mas não retornou os contatos até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para manifestação.
