segunda-feira, 22 de julho de 2024
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HOMICÍDIO CULPOSO

Donas de creche são indiciadas por morte de bebê; vítima bateu a cabeça em quina de mesa

O inquérito a respeito do caso foi concluído pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa

As donas da creche particular Espaço Criança Feliz, em Várzea Grande, foram indiciadas pela morte do bebê Vicente Camargo, de 5 meses, ocorrida em abril deste ano.

As duas responderão pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de causar a morte.

O inquérito a respeito do caso foi concluído pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, na quinta-feira (16).

Segundo a Polícia Civil, uma das proprietárias confessou em interrogatório que provocou, sem intenção, a lesão na cabeça da criança. O bebê bateu o crânio na quina de uma mesa, o que ocasionou o traumatismo e levou à morte.

O caso

A equipe da DHPP foi acionada no dia 17 de abril para a liberação do corpo da criança em um hospital particular de Várzea Grande.

Os policiais civis foram informados que o bebê foi levado à unidade de saúde pela proprietária da creche e deu entrada na emergência em estado cianótico (cor azulada na pele que se caracteriza pela falta de oxigênio no sangue) e com parada cardiorrespiratória.

O bebê não respondeu ao socorro prestado e morreu naquela tarde.

Foi instaurado inquérito policial pelo delegado Marlon Luz para apurar a morte da criança e realizada a oitiva de familiares, testemunhas e funcionários da creche.

O delegado requisitou exame periciais que atestaram que a criança morreu em decorrência de traumatismo craniano causado por uma pancada na cabeça.

As diligências apontaram ainda que a criança bateu a cabeça na quina do móvel de mármore, quando estava no colo de uma das donas do local.

A proprietária da creche admitiu a lesão na criança e a investigação apontou que o fato que levou ao óbito foi causado por descuido e inobservância de segurança à criança.

A gestora da creche também foi indiciada. O inquérito concluiu que ela foi omissa em garantir espaços com proteção para resguardar as crianças ali assistidas e também foi negligente no atendimento à criança.

O inquérito segue ao Ministério Público Estadual e Poder Judiciário para prosseguimento dos atos de persecução penal.

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