O vereador Ilde Taques (Podemos), de Cuiabá, nega participação em articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e afirma que esteve apenas em um almoço com parlamentares do município, a convite do vereador Miguel Júnior, de quem é amigo pessoal. Ele é um dos investigados na Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para apurar suspeita de compra de apoio político no Legislativo várzea-grandense.
Sobre os R$ 40 mil encontrados durante uma abordagem da Rotam, após o almoço, Ilde afirma que o dinheiro era dele e que informou isso imediatamente aos policiais. Segundo o vereador, a quantia é proveniente de um empréstimo pessoal e seria usada para pagar despesas de uma obra em sua propriedade.
O episódio consta em um relatório que embasou a operação, deflagrada na terça-feira (20), com registros fotográficos da abordagem e do dinheiro. Ilde afirma que ele e o vereador Alex Rodrigues foram liberados após prestarem esclarecimentos e sustenta que não houve irregularidades em sua conduta. “Não houve nenhuma apreensão, nem nessa abordagem e nem na busca e apreensão”, declarou.
O parlamentar informou ainda que sua defesa já teve acesso à decisão judicial relacionada ao caso. Ele ressaltou que não possui atuação política na Câmara de Várzea Grande e lembrou que foi eleito presidente da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028.
“Após tomar conhecimento da decisão judicial, portanto com segurança jurídica para prestar os devidos esclarecimentos aos cidadãos, e de notícias veiculadas na imprensa, faço questão de reafirmar que sou vereador por Cuiabá, eleito por unanimidade presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá em um processo íntegro e legítimo, que todos acompanharam o quanto foi desafiadora a construção da eleição da Mesa Diretora de Cuiabá. Não faz sentido estarmos envolvidos em articulações políticas de outro município”, afirmou.
Ilde também negou ter vínculos políticos com os vereadores de Várzea Grande, com exceção da amizade com Miguel Júnior, que o convidou para o almoço. “Miguel é o único vereador que conheço e tenho relacionamento em Várzea Grande, não conheço e nem tenho proximidade com o Wanderley ou qualquer outro vereador de lá”, disse.
Ao final, o vereador lamentou que o episódio tenha levado ele e Alex Rodrigues à condição de investigados, mas declarou confiar no Ministério Público e na Justiça de Mato Grosso. Ele afirmou estar à disposição para prestar novos esclarecimentos e disse acreditar que as investigações demonstrarão que não participou de ações ilegais.
