O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), confirmou que pretende disputar a reeleição ao comando da Casa por mais dois anos e defendeu a manutenção da aliança com o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), mas com independência entre os Poderes. Para o próximo mandato parlamentar, o quarto consecutivo, ele também apontou como prioridades a ampliação de condomínios para idosos e a criação de uma política estadual de atendimento a crianças neurodivergentes.
Russi afirmou que pretende colocar o nome à disposição dos deputados para continuar na presidência da Assembleia, mas ressaltou que a decisão dependerá do apoio da maioria dos parlamentares.
“Se Deus continuar abençoando, colocarei meu nome à disposição. Lógico que eu vou conversar com os deputados e isso depende da aprovação da maioria dentro da Casa. E se for da vontade da maioria, vou novamente colocar o nome para pleitear mais dois anos como presidente da Casa”, declarou à TV Centro América, afiliada da TV Globo em Mato Grosso.
Na avaliação do parlamentar, a reeleição de 18 deputados estaduais demonstra que o Legislativo teve uma boa atuação nos últimos quatro anos. Ele também destacou o reconhecimento da Assembleia com o selo diamante de transparência por três anos consecutivos, atribuindo o resultado aos mecanismos de controle interno e à divulgação dos gastos públicos.
“Somos selos diamantes, a maior marca de transparência das Assembleias do Brasil e Assembleia de Mato Grosso tem avançado nessa direção, tem sido premiada de forma não dentro do Estado, mas fora do Estado, pelo que tem feito através do seu controle interno, através dos instrumentos de poder mostrar como é gasto o recurso público dentro do Parlamento Estadual”, afirmou.
Apoio a Pivetta com independência
O Podemos elegeu seis deputados estaduais e formou a maior bancada da Assembleia Legislativa. A sigla integrou a aliança que apoiou Pivetta na disputa pelo Governo e, segundo Russi, continuará respaldando as medidas consideradas importantes para a gestão estadual.
“Podemos apoiou o governador Pivetta e trabalhamos junto nesse projeto de eleição dele. Foi eleito com uma ampla maioria dos votos, então nada mais correto do que a gente ajudar o governo nas medidas que o governador entender serem importantes”, disse.
Apesar do alinhamento político, o presidente da Assembleia defendeu que o Legislativo mantenha autonomia na relação com o Executivo.
“Como presidente do Parlamento, a gente tem que manter uma boa relação, ajudar os projetos que são importantes para o Estado, mas sempre com independência, sempre valorizando o Poder Legislativo”, enfatizou.
Condomínios para idosos e atendimento a crianças
Entre as prioridades para a próxima legislatura, Russi citou a expansão de condomínios residenciais destinados à população idosa para outros municípios de Mato Grosso. O modelo defendido pelo deputado prevê moradias adaptadas, espaços de convivência e acompanhamento de saúde.
A estrutura mencionada por ele inclui academia, salão de festas e ambulatório médico. O condomínio citado pelo parlamentar conta com 54 casas geminadas.
“Se nós não nos preocuparmos com quem veio antes da gente, muita gente boa construiu esse Estado de Mato Grosso, nossos pais, nossos avós. Nós precisamos cuidar da melhor idade”, afirmou.
Outra proposta é a criação de uma política estadual para crianças neurodivergentes, com participação financeira do Estado no custeio e na ampliação do atendimento oferecido pelos municípios.
A iniciativa prevê salas sensoriais e profissionais especializados, como fonoaudiólogos e neurologistas, além de estrutura para avaliação e acompanhamento das crianças.
Russi afirmou que muitas famílias, especialmente mães que criam os filhos sozinhas, enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado nas cidades onde vivem. A proposta é estabelecer um modelo de cofinanciamento estadual e cobrar dos municípios a oferta de serviços básicos.
“Nós precisamos criar um cofinanciamento, nós precisamos entregar algo, o Estado precisa entregar algo para o município e cobrar do prefeito. Você tem que ter um mínimo aí: as salas sensoriais, os profissionais, os fonoaudiólogos, os neuros, os profissionais para atender, para fazer os laudos”, declarou.
Futuro político
À frente da Assembleia e com perspectiva de exercer o quarto mandato consecutivo como deputado estadual, Russi também tem o futuro político observado para além do Legislativo.
Uma eventual candidatura majoritária em 2030, para o Senado ou para o Governo de Mato Grosso, é apontada nos bastidores como possibilidade. O parlamentar, porém, não anunciou oficialmente intenção de disputar nenhum desses cargos.
