quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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CRIME NA ISAAC PÓVOAS

Motorista de BMW que matou jovem a 177 km/h pode ir a júri; MP pede R$ 1 milhão

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou à Justiça Hercílio Junio Freitas Cordeiro pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e delitos previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo a acusação, ele dirigia uma BMW sob efeito de álcool, sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a até 177 km/h quando provocou dois acidentes em sequência na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, na madrugada de 30 de agosto.

Na denúncia, a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos pede que Hercílio seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e que seja fixado valor mínimo de R$ 1 milhão para reparação dos danos causados às vítimas e aos familiares.

O primeiro acidente ocorreu no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques. Conforme o MPMT, a BMW atingiu a traseira da motocicleta conduzida por G. N. M., que aguardava a abertura do sinal vermelho.

O motociclista ficou ferido, mas sobreviveu. Segundo a acusação, Hercílio deixou o local sem prestar socorro e acelerou para fugir.

Um equipamento eletrônico registrou a BMW a 177 km/h, em um trecho onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h.

Cerca de 700 metros depois, o veículo atingiu a motocicleta conduzida por Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos. O jovem morreu no local em decorrência dos graves ferimentos provocados pela colisão.

Segundo a investigação, Hercílio havia ingerido bebida alcoólica em uma casa noturna antes de assumir a direção. Testemunhas também relataram sinais de embriaguez e comportamento agressivo.

Após a segunda colisão, conforme o MPMT, o motorista abandonou a BMW e permaneceu foragido até se apresentar à polícia dias depois.

Na denúncia, a promotora sustenta que os crimes foram cometidos mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que ambas foram atingidas pela traseira enquanto trafegavam regularmente.

No caso da morte de Paulo Messias, o Ministério Público também atribui as qualificadoras de perigo comum e de homicídio praticado para assegurar a impunidade de outro crime.

Além do julgamento pelo Tribunal do Júri, o MPMT pede que seja fixado valor mínimo de R$ 1 milhão para reparação dos danos causados às vítimas e familiares. A promotoria também requer que, em caso de condenação, Hercílio seja inabilitado para dirigir veículo automotor.

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