A família Riva ficará, pela primeira vez em 32 anos, sem um representante eleito na política de Mato Grosso. O resultado das eleições deste domingo (4) encerrou a presença contínua do grupo no Legislativo estadual, iniciada com José Riva em 1995 e mantida pela filha, Janaina Riva, desde 2015.
A mudança ocorre após duas derrotas nas urnas. Janaina, que encerra o terceiro mandato consecutivo como deputada estadual, deixou a Assembleia Legislativa para disputar uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado, mas terminou em terceiro lugar, com 519.434 votos (14,53%), atrás de Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL), eleitos para a Casa.
Ao mesmo tempo, a família tentou manter uma cadeira na Assembleia com a candidatura de Jéssica Riva, irmã de Janaina. Estreante nas urnas, ela disputou uma vaga de deputada estadual pelo MDB, mas não conseguiu ser eleita. Jéssica terminou com 18.877 votos e ficou na 24ª colocação entre os candidatos, sem conseguir uma das cadeiras destinadas ao partido na Assembleia.
Com os dois resultados, nenhum integrante da família Riva estará entre os 24 deputados estaduais a partir de 2027.
Três décadas de presença
A trajetória da família no Legislativo estadual começou com José Riva, eleito deputado estadual em 1994 e empossado em fevereiro de 1995. Ele permaneceu na Assembleia por cinco mandatos e ocupou a Presidência da Casa em diferentes períodos.
Em 2014, quando José Riva já estava fora da disputa eleitoral, Janaina foi eleita deputada estadual aos 25 anos. Ela assumiu o mandato em fevereiro de 2015, mantendo a presença do sobrenome Riva na Assembleia sem interrupção.
Janaina rapidamente se consolidou como uma das principais forças eleitorais do Estado. Em 2018, foi a deputada estadual mais votada de Mato Grosso, com 51.546 votos. Quatro anos depois, em 2022, repetiu o primeiro lugar e ampliou a votação para 82.124 votos.
A eleição de 2026, porém, interrompeu a sequência.
A estratégia da família era trocar de posição sem perder espaço político: Janaina buscava levar o sobrenome Riva ao Senado, enquanto Jéssica tentava assumir a cadeira que seria deixada pela irmã na Assembleia.
Nenhuma das duas conseguiu se eleger.
O resultado coloca fim, ao menos por enquanto, a uma sequência iniciada há mais de três décadas e que fez da família Riva um dos grupos políticos mais longevos da história recente de Mato Grosso.
