O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) afirmou que recebeu uma proposta de emissários ligados às candidaturas de Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL) para desistir da disputa e apoiar os dois. Segundo ele, a condição oferecida seria o pagamento das dívidas de sua campanha.
Galvan disse que os emissários teriam atuado em nome do empresário Odílio Balbinotti, primeiro suplente de Medeiros. De acordo com o candidato, a proposta seria para que ele repetisse o movimento feito pelo deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que desistiu da candidatura ao Senado em São Paulo e declarou apoio a outro nome da direita.
“Vieram emissários em nome do empresário [Odílio] Balbinotti (PL) pedir para que eu fizesse igual ao Salles em São Paulo. Que seria uma ação patriótica”, afirmou.
Galvan disse ter recusado a proposta e afirmou que a intenção seria retirar da disputa um concorrente capaz de dividir votos no campo da direita. Segundo ele, Mauro Mendes e Medeiros estariam atuando conjuntamente na eleição para o Senado.
O candidato também fez críticas a Mauro Mendes e afirmou que o ex-governador estaria buscando uma vaga no Senado para obter imunidade parlamentar. Galvan citou ainda a Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve como um dos alvos o ex-governador.
As declarações foram além da disputa pelo Senado. Galvan afirmou que alertou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre uma suposta estratégia de Mendes relacionada à disputa pelo Governo de Mato Grosso. Na avaliação de Galvan, caso Wellington Fagundes (PL) vença Pivetta, Mauro Carvalho poderia assumir uma vaga e também obter imunidade parlamentar.
Galvan ainda questionou a trajetória empresarial do filho de Mauro Mendes e fez comparações com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Procurados pela reportagem, Mauro Mendes e José Medeiros não haviam se manifestado até a publicação da matéria sobre as acusações feitas por Galvan.
