O segundo dia do julgamento dos acusados de participação na morte do advogado Roberto Zampieri será marcado, nesta quarta-feira (30), pelo interrogatório dos três réus. A sessão do Tribunal do Júri de Cuiabá foi retomada às 9h, dando sequência às etapas previstas no julgamento.
Antes do início dos trabalhos, Francisco Arruda, advogado de defesa de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, afirmou que a estratégia será concentrada nas provas reunidas no processo e demonstrou confiança em uma possível mudança no rumo do julgamento.
“A gente vai em cima das provas. E se você for analisar realmente as provas, eu falo realmente, são bem tranquilas. Então, sim, estamos bem confiantes, acreditamos nessa reviravolta, nessa situação. E só esclarecendo os fatos, eu acho que esclarece toda a situação para todo mundo”, afirmou.
Arruda também questionou a ausência de Angélica entre os réus. Ela chegou a ser investigada durante a apuração do assassinato, mas não responde ao processo levado a julgamento nesta quarta-feira.
“Então, é uma incógnita, porque era uma das investigadas, mas aí, por algum critério que não está bem esclarecido, ela foi excluída neste momento”, declarou.
Na terça-feira (29), primeiro dia do júri, seis testemunhas foram ouvidas. Prestaram depoimento Nilson André Farias de Oliveira, delegado da Polícia Civil; Marco Bontempo, delegado da Polícia Federal; José Marcos Marini, empresário; Mariana Costa Pinto; Lucilene Gonçalves da Silva; e Edilson Ricardo Pick, delegado da Polícia Civil.
Durante as oitivas, os promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins concentraram parte dos questionamentos na dinâmica do homicídio, na preparação do crime e nos elementos reunidos pelas investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal.
São julgados Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio é acusado de efetuar os disparos que mataram Zampieri. Hedilerson teria auxiliado na execução do plano e fornecido a arma usada no crime. Já Caçadini é acusado de participação na ação criminosa.
Interrogatórios e debates
Com o encerramento da fase de depoimentos das testemunhas, o julgamento avança para os interrogatórios dos acusados. Depois, serão realizados os debates entre acusação e defesa, antes da votação dos jurados.
A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
A acusação é conduzida pelos promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, com participação do advogado Giovani Santin como assistente do Ministério Público.
Ao final do julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença deverão decidir sobre a responsabilidade de cada um dos acusados.
