O candidato ao Senado José Medeiros (PL) se pronunciou sobre o vazamento de dois áudios de uma conversa com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Em uma publicação nas redes sociais, o político afirmou ter recebido informações de que seria alvo de uma operação policial e disse ter procurado pessoalmente o ministro para questionar a situação.
Medeiros também classificou a disputa eleitoral deste ano como a “eleição mais suja da história” e afirmou que novos episódios ainda poderão ocorrer até 4 de outubro, data da votação.
Em uma publicação semelhante a uma carta aberta, o candidato pediu que seus apoiadores mantenham atenção sobre as movimentações da campanha e afirmou que haveria articulações para atingir sua candidatura.
“O Mato Grosso está vivendo a eleição mais suja da sua história e o foco de toda a sujeira está na disputa para o Senado”, escreveu.
Na sequência, Medeiros fez críticas a adversários e associou a disputa pelas duas vagas ao Senado à atuação do STF. Ele também afirmou que, após ser escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já esperava enfrentar resistência política.
Segundo o candidato, sua família e sua vida pessoal estariam sendo vasculhadas em busca de informações que pudessem comprometer sua imagem. Medeiros afirmou que, até o momento, não teria sido encontrado nenhum crime ou ato ilegal relacionado ao seu nome.
O político também relatou ter recebido informações sobre uma possível operação policial contra ele. De acordo com Medeiros, após tomar conhecimento da possibilidade, ele viajou a Brasília e procurou pessoalmente Gilmar Mendes.
“A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso, eu fui pessoalmente a Brasília procurar o ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada”, afirmou.
Medeiros disse ainda que recebeu a informação de que não haveria investigação em andamento envolvendo seu nome. A declaração, contudo, é um relato feito pelo próprio candidato e não foi acompanhada, na publicação, de documentos que comprovem a existência ou a inexistência de eventual apuração.
Na avaliação de Medeiros, uma eventual operação durante a reta final da campanha teria impacto sobre sua candidatura. Ele afirmou que, caso isso ocorra, o episódio poderia aumentar sua votação.
Críticas ao cenário eleitoral
Em outro trecho da publicação, o candidato criticou adversários e relacionou a eleição para o Senado à disputa política nacional envolvendo o STF e o governo federal.
Medeiros afirmou que os senadores eleitos terão papel importante nos embates políticos envolvendo o Supremo e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL).
No encerramento, o candidato voltou a pedir atenção aos apoiadores e afirmou que “muitos crimes serão cometidos” até a eleição para tentar favorecer determinados candidatos.
As declarações foram feitas após a circulação de dois áudios atribuídos a uma conversa entre Medeiros e o prefeito Chico Mendes. O conteúdo dos áudios e as circunstâncias do vazamento estão no centro da repercussão política envolvendo o candidato nesta reta final da campanha.
