quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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FIM DA CAÇADA

Polícia captura em país vizinho foragida condenada a mais de 260 anos em MT

Angélica Saraiva de Sá estava foragida desde agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso e da Polícia Boliviana. Apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, ela estava foragida desde agosto de 2025 e possui mais de 260 anos de condenações por diferentes crimes.

A localização da foragida ocorreu após trabalho de investigação e troca de informações entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia.

A ação contou com equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), além da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.

Após a captura, serão adotados os procedimentos legais para o retorno de Angeliquinha ao Brasil, onde ela ficará à disposição da Justiça.

Angélica fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em 17 de agosto de 2025. Durante o período em que permaneceu foragida, seis mandados de prisão foram expedidos contra ela.

Segundo as investigações, a mulher possui mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ela também é apontada como responsável por exercer influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região.

Ainda conforme a apuração, a facção teria envolvimento com tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Operação Showdown

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado a Angeliquinha. Conforme a investigação, familiares davam suporte às atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.

Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, entre quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.

As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, a partir de investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Alta Floresta.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Segundo a Polícia Civil, eles são investigados por integrar o núcleo familiar responsável pelo apoio ao grupo criminoso e pela movimentação de recursos de origem ilícita.

As investigações apontaram ainda a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. De acordo com a Polícia Civil, o valor era incompatível com a renda declarada pelos investigados.

Empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade aos valores obtidos por meio das atividades criminosas.

O grupo também é investigado pela exploração de garimpo irregular em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Conforme a apuração, a atividade estaria relacionada a outros crimes, como extorsões e tráfico de drogas.

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