Gustavo Castro – Da Redação
A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, acusado de matar a esposa, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e o filho do casal, de apenas 4 meses, em uma propriedade rural de Luciara (1.089 km de Cuiabá). A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (18), em São Félix do Araguaia.
A informação foi confirmada pelo delegado Daniel Moura, responsável pela investigação, durante entrevista ao programa Entre Elas, da Rádio CBN Cuiabá.
Com a decisão, Jailton permanece preso preventivamente enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações sobre as mortes.
O crime ocorreu na quinta-feira (17), na Fazenda Mata Verde, na região entre Luciara e Porto Alegre do Norte. O casal foi encontrado morto após Jailton, segundo a investigação, atacar a mulher e o bebê com golpes de canivete.
Prisão após o crime
Jailton foi localizado por policiais em uma das casas da propriedade rural, onde estaria dormindo. Ele foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de São Félix do Araguaia.
Durante o interrogatório, o suspeito apresentou uma versão segundo a qual teria sido agredido pela esposa com um pedaço de madeira e, durante a discussão, teria “perdido a cabeça” e atacado Taymilla.
A versão é contestada pela investigação. Segundo o delegado Daniel Moura, a vítima havia ligado para a mãe antes do crime e pedido ajuda, afirmando que o marido iria matá-la. O irmão dela, de 18 anos, foi até a propriedade e teria presenciado o momento em que Jailton atacava Taymilla.
Detalhes da investigação
Conforme informações preliminares repassadas pela perícia ao delegado, Taymilla sofreu cerca de 40 perfurações, enquanto o bebê foi atingido aproximadamente cinco vezes. Os números ainda podem ser alterados após a conclusão dos laudos periciais.
Em entrevista anterior, Daniel Moura afirmou que, em mais de 10 anos de atuação na Polícia Civil, nunca havia se deparado com uma cena de tamanha brutalidade.
O delegado também relatou que Jailton disse estar arrependido, mas não teria demonstrado emoção durante o depoimento. A investigação continua para esclarecer a dinâmica e a motivação dos assassinatos.
