terça-feira, 1 de setembro de 2026
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Fogo avança no Morro de Santo Antônio e prefeitura decreta emergência

Chamas puderam ser vistas de Cuiabá; prefeitura afirma que há risco de avanço do fogo para comunidades rurais

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Morro de Santo Antônio, um dos principais pontos turísticos de Mato Grosso, nesta segunda-feira (31), em Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá). As chamas puderam ser vistas de diferentes pontos da cidade e levaram a prefeitura a decretar situação de emergência por 90 dias diante do avanço do fogo na zona rural.

O incêndio também foi visto por moradores de Cuiabá, que registraram as chamas e compartilharam imagens nas redes sociais. Segundo relatos de moradores, o combate por terra ficou prejudicado em alguns pontos e as equipes aguardavam o apoio de aeronaves para atuar na região.

O Corpo de Bombeiros está mobilizado no município, mas até o momento não informou detalhes sobre o andamento do combate especificamente no Morro de Santo Antônio.

Decreto de emergência

O decreto foi assinado pela prefeita Francieli Magalhães e considera parecer técnico da Defesa Civil municipal, que apontou “condições favoráveis à propagação de incêndios florestais”.

A situação de emergência abrange a zona rural do município e tem validade de 90 dias. Entre as áreas consideradas de risco estão as comunidades de Varginha e Altos do Leverger, além da Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A prefeitura também autorizou a convocação de voluntários para reforçar as ações de combate e prevenção aos incêndios.

55 focos de calor em MT

Mato Grosso registrou 55 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do satélite de referência Aqua Tarde.

Do total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 11 no Cerrado e cinco no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados nove focos de calor: três na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; dois na Terra Indígena Ubawawe, em Santo Antônio do Leste; um na Terra Indígena Nambikwara, em Comodoro; um na Terra Indígena Paresi, em Tangará da Serra; um na Terra Indígena Piripkura, em Colniza; e um na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha.

O registro de um foco de calor, isoladamente, não significa necessariamente a ocorrência de um incêndio florestal. O indicador aponta uma área com temperatura elevada detectada por satélites, que pode ou não estar relacionada ao fogo.

Incêndios florestais, em geral, são identificados pela concentração de diversos focos de calor em uma mesma região.

No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.

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