terça-feira, 25 de agosto de 2026
InícioCidadesOperação mira rede que protege foragidos de MT e mantém soldados armados...
CERCO À FACÇÃO

Operação mira rede que protege foragidos de MT e mantém soldados armados no Rio

Ação cumpre nove prisões, três buscas e sequestra cinco veículos de luxo avaliados em R$ 1,5 milhão

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Dark Route, que busca desarticular uma estrutura criminosa que atua no eixo entre Mato Grosso e Rio de Janeiro (RJ). A investigação aponta que o grupo oferece proteção a foragidos da Justiça, mantém “soldados armados”, movimenta recursos, fornece suporte logístico e utiliza mecanismos para ocultar patrimônio.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão, três de busca e apreensão e cinco ordens de sequestro de veículos de luxo. As ações ocorrem em Várzea Grande e no Rio de Janeiro (RJ) e são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Entre os alvos estão criminosos de Mato Grosso que se esconderam em áreas dominadas por uma facção criminosa no Rio de Janeiro, além de pessoas apontadas como responsáveis pelos braços financeiro, operacional, logístico e patrimonial da organização.

Segundo a investigação, o Rio de Janeiro não era utilizado apenas como esconderijo. A estrutura montada no estado funcionava como uma espécie de base de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes classificados como “soldados armados” e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança do grupo.

Parte dos investigados estava instalada no Complexo do Alemão. Conforme os levantamentos, o local servia como entreposto operacional para onde eram enviados foragidos e soldados, mantendo conexões com atividades criminosas desenvolvidas em Mato Grosso.

A investigação também identificou a capacidade bélica do grupo. Os policiais encontraram registros de integrantes portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de informações relacionadas à guarda e ao remanejamento de armas e munições.

Levantamentos realizados durante a apuração também identificaram integrantes armados em território dominado pela facção, inclusive com registros do manejo de fuzis que faziam referência à organização criminosa e ao apelido de uma das lideranças investigadas.

Antes da deflagração da operação, um dos alvos teve o mandado de prisão cumprido na última quinta-feira (20). Apontado como um dos auxiliares da liderança, ele foi localizado e preso no Rio de Janeiro (RJ), com apoio da Polícia Civil, depois de deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia.

Durante a fase ostensiva da operação, outros dois alvos foram presos em Várzea Grande. No município, também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão contra outro investigado.

Foragido continua escondido no Rio

O principal alvo da investigação é um foragido da Justiça de Mato Grosso que permanece escondido no Rio de Janeiro (RJ) e não foi localizado durante a operação.

Com a apuração, porém, ele passou a ter um novo mandado de prisão preventiva expedido em razão dos fatos investigados na Dark Route.

Segundo a Polícia Civil, a fuga para o Rio de Janeiro não teria interrompido a atuação criminosa do investigado. Os elementos reunidos apontam que ele continuava utilizando áreas dominadas pela facção como pontos de proteção e articulação, mantendo contato com operadores financeiros, integrantes armados, familiares e pessoas utilizadas para ocultar sua participação e patrimônio.

Veículos de luxo

A investigação também identificou uma frota de veículos de luxo utilizada por integrantes do grupo no eixo entre Mato Grosso e Rio de Janeiro. Parte dos automóveis estava registrada formalmente em nome de terceiros, embora fosse utilizada por pessoas próximas à liderança investigada.

Segundo a Polícia Civil, os veículos eram empregados em deslocamentos, atividades logísticas, ostentação e ocultação patrimonial.

A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos: um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Juntos, os automóveis são avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

O bloqueio dos bens integra a estratégia de descapitalização do grupo e busca atingir a estrutura patrimonial utilizada para sustentar as atividades criminosas.

Cerco à estrutura criminosa

A Operação Dark Route busca atingir diferentes pontos da organização, desde os criminosos que utilizavam o Rio de Janeiro (RJ) como refúgio até os responsáveis pela movimentação financeira, logística e patrimonial do grupo em Mato Grosso.

Com as prisões já realizadas, os mandados que ainda estão em aberto e o sequestro dos veículos de luxo, a Polícia Civil pretende enfraquecer a rede de apoio utilizada pelos investigados para manter foragidos protegidos e preservar recursos e patrimônio ligados às atividades criminosas.

Mais lidas nesta categoria
- Publicidade -

Powered by WP Bannerize

- Publicidade -

Siga-nos nas redes sociais

39,985FãsCurtida
23,400SeguidoresSeguir
14,453InscritosInscreva-se
Error