Alvo da Operação Heritage, o ex-governador Mauro Mendes foi às redes sociais para contestar as suspeitas da Polícia Federal sobre o acordo de 308 milhões de reais firmado entre o Estado e a Oi.
Mendes citou manifestações do Ministério Público de Contas, do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas e afirmou que os documentos apontam a regularidade e a vantagem econômica da negociação.
Na publicação, o ex-governador afirma que manifestações do Ministério Público de Contas, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado apontaram a regularidade do acordo e vantagem econômica para os cofres públicos.
Segundo Mendes, os documentos mostram que o acordo já havia sido analisado por órgãos de controle antes da operação da Polícia Federal. Ele cita, entre outros, pareceres emitidos em 2025 e 2026.
Mendes também afirma que o acordo teria permitido uma economia de mais de 275 milhões de reais ao Estado. Segundo os documentos apresentados por ele, a cobrança da Oi e de empresas que adquiriram os créditos chegava a cerca de 583 milhões de reais, enquanto o acordo foi fechado em 308 milhões.
Na publicação, o ex-governador também questiona a investigação da Polícia Federal e afirma que o relatório da operação teria reproduzido argumentos apresentados anteriormente pelo ex-governador Pedro Taques, adversário político de Mendes.
Ele chega a classificar o que chama de semelhança entre os documentos como um “copia e cola” e fala em uma possível “armação eleitoral”.
Mendes também usa as manifestações dos órgãos de controle para rebater suspeitas de irregularidades e de eventual beneficiamento de familiares em operações envolvendo fundos relacionados ao acordo.
A Operação Heritage investiga suspeitas de desvio de recursos e lavagem de dinheiro relacionadas ao acordo com a Oi. Além de Mauro Mendes, outros nomes ligados ao caso foram alvo da ação da Polícia Federal.
