O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou duramente a decisão do Partido Liberal de firmar uma aliança com a deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado. Em publicação nas redes sociais, neste domingo (2), o gestor afirmou que prefere ser expulso da legenda a apoiar a emedebista.
“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, escreveu.
Em outra postagem, Abilio reforçou o posicionamento: “Não estarei com o MDB”.
Na publicação, o prefeito argumentou que os principais adversários políticos dos prefeitos do PL em Mato Grosso pertencem ao MDB. Como exemplos, citou o deputado estadual Eduardo Botelho, derrotado por ele na eleição para a Prefeitura de Cuiabá, o ex-prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat, além de Thiago Silva, adversário do prefeito Cláudio Ferreira, em Rondonópolis, e Léo Bortolin, que disputou a Prefeitura de Primavera do Leste contra o grupo do prefeito Sergio Manich.
“Não posso ser incoerente. O Botelho, que foi meu oponente em Cuiabá e fala mal de mim e do Bolsonaro, está no MDB. O Thiago, que foi oponente do Cláudio em Rondonópolis, está no MDB. O Léo, que foi contra o Manich em Primavera do Leste, está no MDB”, afirmou.
Abilio também mencionou Kalil Baracat e sua ex-vice-prefeita, destacando que ambos integram o MDB e fazem críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O Kalil, que foi contra a Flávia em Várzea Grande, está no MDB. Minha vice que mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB”, completou.
O prefeito afirmou ainda que não é possível ignorar os embates travados entre PL e MDB nas últimas eleições apenas por conta de um acordo político.
A reação ocorre um dia após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializar uma aliança com Janaina Riva para a disputa ao Senado. Pelo acordo, a deputada deve compor a chapa ao lado do deputado federal José Medeiros (PL).
Em entrevista à imprensa, o senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que o objetivo é construir um grupo de oposição ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, além de Janaina, o grupo já conta com o apoio do senador Jayme Campos (União Brasil) e busca atrair o Podemos, presidido em Mato Grosso por Max Russi.
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