terça-feira, 28 de julho de 2026
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MORTO A TIROS

Acusados de matar Roberto Zampieri vão a júri popular em Cuiabá

Sessão no Fórum de Cuiabá teve cerca de uma hora de atraso; defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas afirmou que ele é "preso político" e negou que conhecesse a vítima

O júri popular dos três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri começou na manhã desta terça-feira (28), no Fórum de Cuiabá, com cerca de uma hora de atraso em relação ao horário previsto para as 9h. Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondem por homicídio qualificado. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge.

Representam o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) os promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva.

Antes do início da sessão, a defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas afirmou à imprensa que o militar é um “preso político” e sustentou que ele sequer conhecia a vítima.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Antônio Gomes da Silva é apontado como o autor dos disparos que mataram o advogado. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, teria atuado como intermediário do crime, sendo responsável por contratar o executor e fornecer a arma utilizada na execução. O coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de financiar o homicídio.

Os três respondem por homicídio qualificado por promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e concurso de pessoas.

O crime

Roberto Zampieri, de 56 anos, foi assassinado na noite de 5 de dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Ele estava dentro de uma caminhonete Fiat Toro quando foi surpreendido por um atirador e atingido por diversos disparos.

Segundo a investigação do Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões. A denúncia aponta Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo como os mandantes do crime. Ambos respondem por homicídio qualificado em processo separado.

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