O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que está à disposição da Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos à CPI da Saúde, instalada para investigar supostas irregularidades em contratos firmados durante a pandemia da Covid-19 (2019-2023). Alvo de pré-candidatura e com saída da pasta agendada para o dia 31 de março, Gilberto garantiu tranquilidade quanto à atuação de sua equipe no período. “Se convocado, lá estarei. Não temos nada a esconder”, declarou.
O secretário, no entanto, criticou o momento da instalação da comissão, sugerindo que a investigação possui motivações eleitorais para desgastar a gestão estadual. “A CPI surge para tentar, de certa forma, criar palanques para alguns e gerar desconforto desnecessário para o governo. No momento mais difícil da história recente, tivemos uma equipe debruçada, enfrentando o inimigo de frente”, rebateu Gilberto, reforçando que defenderá a seriedade do time que atuou no “front de batalha” contra o vírus.
A CPI, presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD), tem como foco principal os desdobramentos da Operação Espelho, que apontou indícios de cartel e fraudes em contratos de UTIs e fornecimento de médicos plantonistas. Wilson adiantou que o objetivo é identificar agentes públicos envolvidos e buscar o ressarcimento de recursos aos cofres do Estado. Além do presidente, compõem a comissão os deputados Janaina Riva (MDB), Chico Guarnieri (PRD), Dilmar Dal Bosco (União) e Beto Dois a Um (União), que atuará como relator.
