O juiz eleitoral Alexandre Paulichi Chiovitti, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), determinou a devolução do aparelho celular do vereador Chico 2000 (Sem Partido). A decisão fundamenta-se na ausência de indícios de que o parlamentar tenha tentado comprar votos da atual presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), durante o pleito de 2024.
O caso tramitava no âmbito da Operação Rescaldo, deflagrada pela Polícia Federal em junho do ano passado. À época, uma denúncia apontava que Chico 2000 teria abordado eleitores da base de Paula Calil oferecendo vantagens indevidas, o que gerou uma investigação por corrupção e difamação eleitoral. Segundo o advogado Alaertt Rodrigues, a falta de provas que justificassem o mandado de busca deve levar ao arquivamento do inquérito policial contra o vereador.
Apesar da vitória jurídica no campo eleitoral, o histórico recente de Chico 2000 é marcado por uma série de embates com a Justiça. Quando a Operação Rescaldo foi deflagrada, ele já estava afastado das funções devido à Operação Perfídia, da Polícia Civil. Naquela ocasião, ele e o vereador Sargento Joelson foram acusados de exigir propina para articular a aprovação de um projeto que liberou o pagamento de R$ 4,8 milhões à empresa HB20 Construções, responsável pelas obras do Contorno Leste.
Os parlamentares chegaram a retornar ao cargo em setembro do ano passado após quatro meses de afastamento. No entanto, Chico 2000 foi novamente retirado de suas atividades legislativas no dia 27 de janeiro deste ano.
O novo afastamento é decorrente de uma operação que investiga um suposto esquema de “rachadinha” e lavagem de dinheiro em seu gabinete, caso que ainda segue sob investigação.
