quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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OPERAÇÃO ENIGMA

Jovem de 20 anos é preso por incitar ataques a escolas e propagar ideologia neonazista em MT

Um jovem de 20 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (29), durante a Operação Enigma, deflagrada para combater a disseminação de ideologia neonazista em Mato Grosso. Ele é morador de Gaúcha do Norte (a 595 km de Cuiabá).

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que cumpre mandados de prisão, busca e apreensão, além da quebra do sigilo telefônico do investigado. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de incitar ataques violentos contra escolas e de planejar atentados contra grupos considerados vulneráveis.

As investigações começaram após um alerta da Homeland Security Investigations (HSI), órgão ligado à Embaixada dos Estados Unidos, que identificou o uso de redes sociais para a propagação de ideologia neonazista. Nas publicações, o suspeito demonstrava intenção de praticar atos de extrema violência em locais públicos, com ameaças direcionadas a judeus e à população negra.

De acordo com a DRCI, mesmo utilizando ferramentas de anonimização, o investigado teve sua identidade descoberta após trabalho técnico da equipe, que conseguiu estabelecer o vínculo entre as ameaças virtuais e o autor.

Além das incitações a massacres em ambiente escolar, a polícia apurou a prática de racismo por meio das plataformas digitais.

O delegado Guilherme da Rocha afirmou que a ação foi necessária para impedir a concretização de atos violentos, já que o suspeito apresentava um alto nível de radicalização.

“O investigado demonstrava intenção de vandalizar mesquitas e cometer atos de violência contra a população negra”, afirmou.

O delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Júnior, destacou que a operação reforça o papel da Polícia Civil no enfrentamento ao crime cibernético e à violência motivada por ódio.

“O trabalho não apenas retira de circulação um indivíduo de elevada periculosidade social, como também preserva a segurança e a dignidade da população mato-grossense”, disse.

O nome da operação faz referência à máquina Enigma, utilizada pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, cuja criptografia foi quebrada pelas forças aliadas — analogia ao trabalho de investigação que levou à identificação do suspeito.

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