As articulações iniciais para a sucessão do Palácio Paiaguás ganharam um novo elemento nos bastidores da política de Mato Grosso: a possibilidade de um acordo entre os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) que envolveria a indicação das esposas como candidatas a vice-governadora, conforme o desempenho nas pesquisas eleitorais.
A proposta foi revelada pelo próprio Jayme Campos ao comentar conversas mantidas com aliados e lideranças políticas sobre a formação de uma chapa competitiva para as eleições estaduais. Segundo ele, a construção do acordo seria pragmática e baseada em números.
“Eu já fiz a proposta. Fiz uma proposta melhor para o Wellington”, afirmou o senador.
De acordo com Jayme, a lógica apresentada prevê que o nome melhor posicionado nas pesquisas lidere a chapa, enquanto o outro entraria com apoio, incluindo a indicação da esposa para a vaga de vice-governadora. Se Wellington estiver à frente, Jayme o apoiaria com a indicação de Lucimar Campos (União), ex-prefeita de Várzea Grande. Caso contrário, se Jayme liderar, a vice ficaria com Mariene de Abreu Fagundes, esposa de Wellington.
“A recíproca tem que ser verdadeira”, disse Jayme, ao afirmar que ouviu do aliado que não haveria objeção à indicação da esposa, caso o acordo avance.
Durante a declaração, Jayme Campos também destacou seu desempenho inicial nas pesquisas. Segundo ele, mesmo sem campanha oficial, aparece numericamente à frente dos demais pré-candidatos.
“Hoje eu tenho 6% na frente de todos os candidatos. Se a eleição fosse hoje, Jayme Campos está bombando sem fazer campanha”, afirmou.
O senador ainda projetou crescimento com o início da campanha e a formação de alianças. “Quando botar o tanque de guerra na rua, fazer a campanha de fato, constituir equipe, esse grande arco de alianças… esquece”, completou.
