O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a condenação dos irmãos Romero e Rodrigo Mengarde pelo assassinato da filha dele, Raquel Maziero Cattani, representa um “alento”, um acalanto diante da dor, mas não encerra o capítulo da perda.
A declaração foi dada após o Tribunal do Júri condenar os dois réus a penas superiores a 30 anos de prisão, em julgamento que durou cerca de 16 horas, em Nova Mutum (a 241 km de Cuiabá). Para o parlamentar, a sentença não repara o crime, mas traz a sensação de que houve uma resposta do Estado.
“A gente recebe como um alento. É uma expectativa, uma sensação de que vamos pelo menos pagar um pouco daquilo que fizeram de mal à sociedade, principalmente à nossa família. Vem um sentimento de alívio, mas eu não sei se isso se encerra. Não tem como encerrar, não tem como esquecer, não tem como modificar. O que está feito está feito, não tem como voltar atrás”, afirmou.
Segundo Cattani, apesar das limitações da legislação brasileira, o resultado do julgamento funciona como algo que ameniza a dor, ainda que não a elimine por completo.
“É como se fosse um remédio, um remédio amargo. Não cura, mas ameniza”, disse.
Ele também comentou sobre o comportamento de Rodrigo Mengarde durante o julgamento, que permaneceu a maior parte do tempo de cabeça baixa, e destacou a atuação dos órgãos envolvidos no processo.
“Pra nós foi muito gratificante ver a ação dos agentes envolvidos, tanto o Ministério Público como a Defensoria Pública. A gente sabe que estão todos ali cumprindo o seu papel”, afirmou.
Ao final, o deputado ressaltou que o que mais conforta a família não é a situação dos condenados, mas a efetivação da Justiça.
“O que mais nos conforta não é ver eles nessa posição, mas sim ver a ação da justiça sendo efetivada como foi aqui. Desde a juíza até todos os demais membros que participaram, foram espetaculares nas suas funções”, concluiu.
Relembre o crime
Raquel Maziero Cattani foi assassinada com 34 facadas no dia 18 de julho de 2024, na chácara onde morava, na região de Pontal do Marape, em Nova Mutum. O crime foi cometido por Rodrigo Mengarde, que confessou a autoria.
De acordo com o Ministério Público, o assassinato foi praticado a mando de Romero Mengarde, ex-marido da vítima, que não aceitava o processo de divórcio. Mensagens apresentadas durante o julgamento indicaram a premeditação do crime e a atuação conjunta dos irmãos.
Veja vídeo:
