CAMILA RIBEIRO – DA REDAÇÃO
O secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil) negou que sua declaração, dando conta de que ganharia a eleição em Cuiabá, tenha sido um ataque ao colega de partido, deputado estadual Eduardo Botelho.
A fala acabou gerando uma grande repercussão, uma vez que Fabio foi o coordenador-geral da campanha de Botelho à prefeitura da Capital, e sua declaração ocorreu um dia após a derrota.
Como se sabe, na pré-campanha, Botelho e Fabio travaram uma “batalha” para saber quem seria o candidato do partido e o chefe da Casa Civil acabou não sendo a escolha do grupo.
“O que eu disse na entrevista, foi o que eu dizia na pré-campanha toda, sem demérito algum a alguém. Em nenhum momento eu diminui o Botelho, em nenhum momento ataquei ninguém do partido ou o próprio Botelho”, disse Fabio, em entrevista à CBN Cuiabá.
“Já falei que o Botelho fez uma grande campanha, trabalhou demais, fez o que era possível, mas não conseguimos convencer [o eleitor]. Não só o Botelho, ele não está sozinho nisso. Todos nós que participamos não conseguimos convencer a população cuiabana que o Botelho era o melhor para Cuiabá. Eu efetivamente falei o que eu já vinha falando, que eu vinha defendendo, mantive a minha linha de defesa. Mantive a minha característica”, emendou o secretário.
Fabio também comentou as pesquisas – inclusive as de consumo interno do partido – que indicavam que Botelho iria ao segundo turno da disputa na Capital, o que acabou não ocorrendo.
“A pesquisa é um dos instrumentos que a gente utiliza para definir as ações de uma campanha. E em nenhum momento, pelas pesquisas que a gente tinha, trabalhávamos com a possibilidade não estar no segundo turno”, disse.
“Óbvio que isso interferia um pouco, sim. Porque nós, se tivéssemos essa indicação, talvez teríamos tomado outras medidas ao longo da campanha. Mas não posso dizer que é inteiramente um erro de pesquisa o resultado”, concluiu.